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Terça-feira, 07 de Julho 2026
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Justiça

Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não encontradas pelo Exército

Ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte e apreensão das armas registradas em nome do ex-presidente.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não encontradas pelo Exército
© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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A equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira (7), esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito de duas armas que não haviam sido localizadas pelo Exército. A manifestação ocorre após o STF determinar a suspensão do porte de arma e a apreensão dos armamentos registrados em nome do ex-presidente.

Na segunda-feira (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) havia comunicado ao STF que seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro foram entregues à Polícia Federal (PF). A informação detalhava que uma pistola Glock e uma espingarda não haviam sido encontradas. A entrega foi solicitada pelo ministro Moraes após a renovação da prisão domiciliar do ex-presidente.

Esclarecimento sobre a espingarda

Conforme explicado pelos advogados, a espingarda em questão encontra-se em uma empresa importadora de materiais bélicos localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A defesa ressaltou que o armamento foi um presente recebido pelo ex-presidente, porém ainda não foi retirado do estabelecimento.

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Situação da pistola Glock

Em relação à pistola Glock, a defesa informou que trata-se da mesma arma que foi apreendida com um dos seguranças do ex-presidente e que, no momento, está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

A determinação de Moraes, emitida na última sexta-feira (3), suspendeu o porte de arma de Bolsonaro e ordenou a apreensão de todos os armamentos registrados em seu nome. A medida foi tomada em decorrência da repercussão do caso de apreensão de uma arma com um de seus seguranças particulares.

Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado o ex-presidente e tenha confirmado a legalidade das armas, o ministro considerou que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento de pena em regime de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão no processo relacionado à trama golpista. Posteriormente, após um procedimento cirúrgico, obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária e atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

FONTE/CRÉDITOS: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil
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