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Domingo, 13 de Setembro 2026
Justiça

Defesa de Flávio Bolsonaro tenta mudar relator de apuração sobre o filme Dark Horse

Advogados questionam a distribuição do processo para Flávio Dino no STF e solicitam a centralização das investigações com o ministro André Mendonça.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Defesa de Flávio Bolsonaro tenta mudar relator de apuração sobre o filme Dark Horse
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro solicitou quatro vezes a transferência das investigações relativas ao uso de emendas parlamentares no filme Dark Horse para o ministro André Mendonça, questionando a relatoria de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a retirada do sigilo de processos ligados ao Banco Master, revelou-se que o parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento da obra audiovisual.

Os requerimentos foram submetidos entre 3 e 29 de julho deste ano, divididos entre o presidente do STF, Edson Fachin, e o próprio ministro Flávio Dino.

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A argumentação da defesa é de que Mendonça deveria centralizar o caso por já conduzir procedimentos sobre o financiamento do projeto obtido junto a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Disputa pela relatoria

Nas petições, os advogados acusaram a distribuição do processo a Dino de gerar uma "prevenção artificial" para forçar a definição da relatoria, violando as regras do tribunal.

A equipe jurídica ressaltou que cinco de seis procedimentos abertos na corte para investigar a produção cinematográfica já tramitavam com Mendonça.

Outro ponto contestado foi o vínculo da apuração à ADPF 854, ação sobre o orçamento secreto sob responsabilidade de Dino, que a defesa afirma não ter relação com investigações criminais sobre obras audiovisuais.

Investigação sobre o filme

As apurações sobre o filme abrangem repasses de R$ 62,8 milhões atribuídos a Vorcaro, o eventual custeio de despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a destinação de emendas a entidades ligadas à produtora.

Flávio Bolsonaro sustenta publicamente que não foram empregados recursos públicos na realização da cinebiografia. Contudo, os investigadores analisam o possível desvio de finalidade nas verbas.

Operação da PF

Em operação deflagrada na última quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão autorizados por Dino. Entre os alvos estavam o ex-secretário Mario Frias e Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up.

A PF investiga a movimentação atípica de centenas de milhões de reais e apura os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Relação com Vorcaro

Documentos que tiveram o sigilo suspenso indicam que contratos firmados pela produtora previam cláusula de confidencialidade com multa de R$ 1 milhão.

Para a defesa do senador, a reunião de todos os procedimentos com André Mendonça é necessária para evitar decisões conflitantes no âmbito do tribunal.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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