O Dia das Mães, uma data especial que anualmente inspira homenagens e narrativas tocantes, ressoa profundamente no universo das celebridades. Ao longo dos anos, diversas personalidades públicas vieram a público para compartilhar experiências íntimas sobre a maternidade, a conexão com seus herdeiros e memórias preciosas ligadas às suas próprias mães. Este compilado do portal LeoDias resgata as manifestações de afeto mais impactantes, ideais para recordar nesta celebração familiar.
Figuras conhecidas como Matheus Nachtergaele, Deborah Secco, Giovanna Ewbank, Tata Werneck e Taís Araujo tocaram o coração do público ao discorrerem sobre o profundo significado da maternidade em suas jornadas pessoais. A seguir, revisitamos esses momentos de pura emoção.
Matheus Nachtergaele e o legado do diário materno
Um dos depoimentos mais comoventes foi proferido por Matheus Nachtergaele durante sua participação no programa “Lady Night”, apresentado por Tata Werneck. Na ocasião, o ator rememorou sua mãe, a poetisa Cecília, que faleceu precocemente, quando ele ainda era um bebê.
O artista revelou que sua mãe manteve um diário detalhado registrando seus primeiros meses de vida, e que ela veio a óbito quando ele tinha apenas três meses de idade.
De acordo com Matheus, a derradeira anotação de Cecília em seu diário abordava o instante em que o filho começou a demonstrar interesse pelo ambiente externo, para além da simbiose entre os dois. “Aos três meses, um bebê inicia a percepção do mundo para além da conexão com a mãe. Até então, mãe e filho são uma unidade. Por volta dos três meses, ocorre essa transição. Creio que ela aguardou que eu compreendesse a existência de outras coisas para poder partir, pois a última frase que redigiu no diário, antes de falecer, foi: ‘Hoje, pela primeira vez, o bebê interagiu com o sininho do berço’”, narrou o ator.
Em um momento de profunda emoção, Matheus ponderou sobre como a falta da figura materna foi crucial na formação de sua identidade. “Mãe, no fim das contas, eu lhe sou grato, pois ao me causar dor, fez brotar em mim a poesia que agora lhe dedico com humildade”, expressou, tocando profundamente a apresentadora e a audiência presente.
Deborah Secco e a aspiração de ser amada como mãe
Em uma entrevista concedida ao “Jornal dos Famosos”, da LeoDias TV, Deborah Secco discorreu sobre o vínculo poderoso que mantém com sua mãe, Silvia Secco, e como essa conexão maternal inspirou nela o anseio pela maternidade.
“Meu amor pela minha mãe é avassalador. Diante de qualquer boa notícia, ela é a primeira pessoa que desejo procurar. Por isso, sempre almejei ser amada por alguém com a mesma intensidade com que amo minha mãe. Desejava que alguém me olhasse com a mesma admiração que tenho por ela”, declarou a atriz, elucidando que a maternidade sempre representou para ela a perpetuação do afeto que cultivou em seu lar.
Mãe de Maria Flor, hoje com 10 anos, Deborah descreveu a relação com a filha como “simbiótica” e revelou seu empenho em educar a menina com maior liberdade, evitando replicar modelos emocionais vivenciados em seu próprio passado.
Giovanna Ewbank e a singularidade do amor materno pela adoção
Outro relato que tocou profundamente a internet veio de Giovanna Ewbank, durante sua aparição no programa “Altas Horas”, da Globo. A atriz recordou um diálogo sensível que teve com sua filha primogênita, Titi, adotada no Malawi, África.
Giovanna narrou que a menina a questionou sobre de qual barriga ela havia nascido. A artista, então, esclareceu que Titi havia nascido de seu coração. “Ela me perguntou: ‘Mamãe, se eu nasci do seu coração, de que barriga eu nasci? Afinal, todos nascem de uma barriga’. Eu a instruí: ‘Coloque a mão na minha barriga. Sente algo?’ Ela respondeu: ‘Não’. Então eu disse: ‘Agora, coloque a mão no meu coração. Sente algo?’ Ela confirmou: ‘Sim, seu coração está pulsando’. Tudo que emana do coração é repleto de amor e sinceridade. É isso que importa, que meu coração sempre baterá por você”, recordou a atriz sobre o diálogo. Atualmente, Giovanna e Bruno Gagliasso também são pais de Bless e Zyan.
Tata Werneck e a desmistificação da gravidez
Reconhecida por seu talento cômico, Tata Werneck comoveu o público ao abordar os desafios vivenciados durante a gestação de Clara Maria, sua filha com Rafael Vitti.
A apresentadora, que já havia sido diagnosticada com endometriose, descreveu uma gravidez complexa, caracterizada por descolamento de placenta, diabetes gestacional, episódios severos de vômito e uma apreensão constante em relação à saúde da filha. “A Cacá [Clara Maria] revolucionou minha existência. Sinto-me, de certa forma, despreparada. Ela expôs minhas fragilidades de maneira muito clara. Contudo, não existe nada na vida que se compare à sua importância. […] Minha gestação foi extremamente difícil. Passei muito mal, de fato. Fiquei dois meses acamada, sem poder me levantar para nada, devido a um descolamento. Usei muitos hormônios, vomitava cerca de 40 vezes ao dia. Desenvolvi urticária por todo o corpo e tive diabetes”, detalhou.
Tata ainda abordou a pressão que sentiu por expressar suas queixas sobre o período gestacional e enfatizou a necessidade de desmistificar a maternidade. “Foi um período muito árduo, entende? E isso não diminui em nada o amor imenso e incondicional que sinto por ela. Reflete apenas meu processo individual”, afirmou, visivelmente emocionada.
Taís Araujo e o desafio da amamentação frustrada
Por sua vez, Taís Araujo emocionou ao recordar uma fase sensível após o nascimento de sua filha mais nova, Maria Antônia. Em entrevista ao “Lady Night”, a atriz revelou que não conseguiu amamentar a criança devido à administração de antibióticos no estágio final da gravidez.
Conforme a artista, essa circunstância gerou um considerável sofrimento emocional nos dias subsequentes ao parto. Taís confessou que só encontrou consolo após sua irmã a assegurar que a conexão com a filha poderia ser estabelecida de outras maneiras. “Foi um momento de desespero. Até que minha irmã se virou para mim e disse: ‘Pare de bobagem. Não é isso que definirá seu laço com seu filho ou filha. Amamentar é maravilhoso, e você conseguiu com seu primeiro. Ótimo! Se não conseguir com o segundo, você construirá laços com sua filha de outras formas’. E ela estava absolutamente correta”, declarou a atriz, comovida ao reviver a memória.
Em essência, todas essas narrativas convergem para a compreensão de que a maternidade transcende qualquer idealização. Entre os obstáculos, as lacunas, as revelações e o afeto incondicional, os depoimentos dessas personalidades evidenciam a capacidade de cada indivíduo se identificar em suas próprias jornadas. Feliz Dia das Mães!