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Quarta-feira, 26 de Agosto 2026
Economia

Dívida Pública Federal terá até 53% dos títulos indexados à Selic

Revisão do Plano Anual de Financiamento pelo Tesouro Nacional reflete o aumento da demanda dos investidores por juros altos em momentos de volatilidade.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Dívida Pública Federal terá até 53% dos títulos indexados à Selic
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A composição da Dívida Pública Federal passará por mudanças e poderá ter entre 49% e 53% de seu valor atrelado à Taxa Selic até o final de 2026. A alteração no perfil do endividamento foi anunciada pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26), impulsionada pela forte procura dos investidores por papéis vinculados aos juros básicos da economia, atualmente fixados em 14% ao ano.

As novas projeções constam na revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), documento responsável por orientar a gestão dos títulos públicos. Embora seja lançado originalmente em janeiro, o plano passa por reavaliações periódicas no segundo semestre para se adequar ao cenário financeiro.

Mesmo com a reorganização das modalidades de títulos, o valor total projetado para o endividamento do governo ao fim de 2026 foi mantido entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

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O avanço dos papéis atrelados aos juros provocou a redução na fatia estimada de títulos prefixados e daqueles corrigidos pela inflação. Por outro lado, o prazo médio de vencimento dos débitos permaneceu estimado entre 3,8 e 4,2 anos.

Novos parâmetros do endividamento público

  • Títulos vinculados à Selic: faixa elevada de 46% a 50% para 49% a 53% da DPF;
  • Títulos corrigidos pela inflação: faixa reduzida de 23% a 27% para 21% a 25%;
  • Títulos prefixados: faixa reduzida de 21% a 25% para 20% a 24%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: projeção mantida entre 3% e 7%.

Comportamento do mercado e tipos de papéis

A atratividade dos títulos indexados à Selic é sustentada pelo patamar elevado da taxa básica imposta pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Além disso, o lançamento de produtos como o Tesouro Reserva expandiu a procura por essa categoria de investimento público.

Em contrapartida, a emissão de títulos prefixados — que oferecem maior previsibilidade de custos para a União — tende a encolher durante períodos de volatilidade no mercado, já que os investidores passam a exigir retornos excessivamente altos para assumir o risco.

Por fim, a parcela atrelada ao câmbio permanece estável, sendo composta por compromissos antigos corrigidos pela moeda americana e por operações de dívida externa.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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