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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Economia

Durigan defende expandir as relações comerciais do Brasil com novos mercados

Representante da Fazenda cita estabilidade fiscal e reação a tarifas impostas pelos Estados Unidos para garantir maior competitividade no cenário global.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Durigan defende expandir as relações comerciais do Brasil com novos mercados
© Lula Marques/ Agência Brasil.
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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17), em São Paulo, a ampliação e consolidação das relações comerciais do Brasil com diversos parceiros internacionais. A estratégia busca construir um ambiente de previsibilidade econômica e evitar a dependência excessiva de mercados específicos da Ásia ou da América do Norte.

Durante a sua apresentação, o representante da pasta ressaltou que governos e investidores estrangeiros enxergam o país com alta confiança. Diante de um cenário global repleto de incertezas, Durigan destacou a necessidade de projetar o Brasil como um porto seguro para novos investimentos, conduzindo negociações fundamentadas na análise transparente de fraquezas e fortalezas nacionais.

A declaração ganha relevância em meio ao aumento de tensão comercial entre o governo brasileiro e os Estados Unidos. O Ministério da Fazenda monitora os desdobramentos de barreiras impostas contra produtos nacionais, impulsionando ações bilaterais estratégicas.

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Recentemente, o governo federal iniciou a avaliação formal para responder às tarifas unilaterais norte-americanas com base na Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122). A legislação prevê a suspensão de concessões comerciais caso políticas externas prejudiquem injustamente a competitividade do setor produtivo brasileiro.

Medidas fiscais e juros

Além do comércio exterior, Durigan reiterou a relevância de manter a disciplina fiscal do país por meio de contenções orçamentárias e limites para gastos obrigatórios. Conforme explicou, a preservação dessa trajetória de estabilidade é fundamental para evitar sobressaltos e assegurar o crescimento sustentável a médio prazo.

No âmbito das reformas estruturais, o secretário comentou sobre a reforma tributária, prevendo o ano de 2027 como o marco decisivo de transição. Embora entenda a apreensão do mercado quanto às mudanças, ele sustenta que o novo sistema entregará maior eficiência técnica ao ambiente de negócios.

Por fim, a questão do crédito também entrou em pauta. Durigan enfatizou a urgência de se alcançar taxas de juros civilizados no país, classificando a redução do custo do capital como etapa crucial para viabilizar os ajustes econômicos e destravar o desenvolvimento sustentável.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil
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