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Economia

Economia brasileira registra leve avanço de 0,1% em abril, aponta prévia da FGV

O crescimento, estimado pelo Monitor do PIB da FGV, ocorreu em um cenário desafiador, com o indicador acumulando alta de 2% em 12 meses.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Economia brasileira registra leve avanço de 0,1% em abril, aponta prévia da FGV
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A economia brasileira demonstrou um crescimento de 0,1% na transição de março para abril, conforme estimativa do Monitor do PIB da FGV. Este avanço ocorreu em um contexto de juros elevados e impactos no preço do barril de petróleo, evidenciando uma certa resiliência do mercado nacional.

Divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o estudo também apontou um avanço de 1,8% na comparação com abril de 2025. No trimestre móvel encerrado em abril (fevereiro a abril), o crescimento foi de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o acumulado de 12 meses registrou uma expansão de 2%.

A pesquisa abrange dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária, fornecendo estimativas detalhadas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), o principal indicador da soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Segundo Juliana Trece, coordenadora da análise, o aumento de 0,1% reflete uma estabilidade econômica, mesmo diante de desafios internos e externos.

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“A maioria dos setores da economia apresentou desempenho positivo, o que sugere uma notável resiliência em meio ao cenário de juros altos e à elevação do preço do barril do petróleo, uma das consequências da guerra no Oriente Médio”, afirmou a economista.

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Contexto econômico: Juros e conflito global

Durante quase todo o mês de abril, a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, manteve-se em 14,75%. Esse patamar elevado representa uma estratégia do Banco Central (BC) para controlar a inflação, pois juros mais altos tendem a desestimular o consumo e, consequentemente, moderar o aumento dos preços.

No final do mês, o BC implementou um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa, movimento que se repetiu na quarta-feira (17), estabelecendo a Selic em 14,25%. A cautela do Banco Central na velocidade dos cortes está intrinsecamente ligada ao panorama internacional, especialmente à guerra no Irã, que impulsionou o valor do barril do petróleo globalmente.

Esse aumento se traduziu em combustíveis mais caros, como óleo diesel e gasolina. Em resposta, o governo brasileiro adotou medidas para mitigar a alta dos preços, incluindo cortes de tributos e subsídios a produtores e importadores de combustível.

Análise dos setores do PIB

O Monitor do PIB da FGV revelou que o consumo das famílias no trimestre móvel até abril cresceu 2,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o maior índice de alta desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2025.

As exportações também apresentaram um desempenho robusto, com crescimento de 9,3%. Desse total, aproximadamente 60% foi impulsionado pela performance da indústria extrativa, que registrou uma expansão de 27,8% no trimestre móvel finalizado em abril.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o investimento na economia em itens como máquinas e equipamentos, expandiu 0,7% no trimestre móvel. Essa foi a primeira expansão após quatro trimestres móveis consecutivos de retração. A taxa de investimento da economia em abril foi estimada em 18%.

Em termos monetários, a FGV calculou que o PIB acumulado no ano até abril alcançou R$ 4,376 trilhões em valores correntes.

Comparativo com resultados oficiais

O Monitor do PIB da FGV é um dos importantes indicadores que funcionam como termômetro da economia brasileira. Outra referência é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que, divulgado na última quarta-feira (17), apontou uma expansão de 0,5% de março para abril e de 1,6% em um período de 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, a economia registrou um crescimento de 1,1%. A próxima divulgação, com os dados referentes ao segundo trimestre de 2026, está prevista para 1º de setembro.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil
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