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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026

Justiça

Entidades buscam STF contra lei catarinense que veta cotas raciais

Ordem dos Advogados do Brasil e outras organizações apresentaram ações de inconstitucionalidade para suspender norma de Santa Catarina que proíbe a reserva de vagas raciais em instituições de ensino com financiamento público estadual.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Entidades buscam STF contra lei catarinense que veta cotas raciais
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), juntamente com outras organizações, entrou com ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26). O objetivo é invalidar uma lei de Santa Catarina que impede a adoção de cotas raciais no acesso de estudantes a instituições de ensino que recebem recursos públicos do estado.

Além da OAB, a legislação é contestada pelo PSOL, PT, pela União Nacional dos Estudantes (Une), pela Coalizão Negra por Direitos e pela Educafro, uma associação voltada à inclusão de pessoas negras e de baixa renda em instituições de ensino superior, com ou sem bolsa.

Mais detalhes sobre este tema podem ser encontrados no programa Repórter Brasil Tarde, transmitido pela TV Brasil.

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As entidades buscam a suspensão da Lei 19.722/2026, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo.

A legislação estabelece a reserva de vagas apenas para pessoas com deficiência, estudantes egressos de escolas públicas ou com base em critérios estritamente econômicos.

A OAB argumenta que o STF já reconheceu a constitucionalidade de políticas afirmativas que utilizam cotas raciais para o ingresso de estudantes.

A OAB declarou que "A vedação absoluta imposta pela lei estadual, ao proibir, em bloco, qualquer medida diferenciada voltada à promoção da igualdade material no acesso às funções públicas em universidades, ignora a complexidade das desigualdades e impõe uma concepção rigidamente formalista, já superada pelo constitucionalismo democrático contemporâneo".

As demais entidades reforçaram que a Suprema Corte também definiu que o Brasil tem o compromisso de combater o racismo estrutural.

As organizações alertaram que "O risco está na manutenção de eficácia dessa lei, o que poderá trazer prejuízos irreversíveis às universidades e, principalmente, à população negra e indígena de Santa Catarina e de todo o país".

O ministro Gilmar Mendes ficará responsável por relatar as ações. Não há previsão para uma decisão.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter – Repórter da Agência Brasil
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