Termina neste sábado (31) o prazo para que redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal regularizem pendências junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A adequação é o único caminho para assegurar o repasse de recursos do PDDE Equidade, voltado a colégios da educação básica que atendem populações historicamente vulneráveis.
O objetivo central da iniciativa federal é promover a inclusão social, combater desigualdades educacionais e valorizar a diversidade no ambiente escolar.
Exigências de gestão e responsabilidades
Segundo o Ministério da Educação (MEC), unidades com mais de 50 estudantes matriculados no Censo Escolar devem constituir um representante legal por meio de uma Unidade Executora Própria (UEx) para receber o incentivo financeiro.
As Unidades Executoras Próprias são entidades privadas sem fins lucrativos que representam as escolas públicas e de educação especial. Já nas instituições de menor porte, os valores são transferidos para as prefeituras, que assumem a gestão executiva.
O dirigente da UEx é o encarregado direto por sanar os problemas no FNDE. Paralelamente, as secretarias de educação têm o dever de oferecer orientação técnica contínua às equipes gestoras.
Guia de orientação e aplicação das verbas
Para facilitar o procedimento, o MEC disponibilizou em seu portal o Guia de Resolução de Pendências. O documento traz um passo a passo para identificar e corrigir os entraves operacionais que bloqueiam o crédito.
Os repasses do programa buscam melhorar a infraestrutura física, fornecer materiais de apoio e elevar o padrão do ensino em áreas de alta vulnerabilidade. Os valores repassados variam de acordo com o total de alunos e as diretrizes de atendimento.
A verba contempla frentes como educação especial inclusiva, ensino do campo, indígena, quilombola, educação bilíngue de surdos, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e relações étnico-raciais.