Logo após o primeiro turno das eleições, um ato convocado por estudantes da UFF em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, marcou o início de uma série de mobilizações calleiras pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O protesto nasceu da angústia de universitários diante do resultado das urnas em outubro. Organizado por centros acadêmicos do curso de direito, o movimento reuniu centenas de pessoas em uma passeata que percorreu ruas do bairro de Icaraí e retornou à faculdade.
A reação dos jovens foi motivada pela preocupação com o futuro da educação superior. Entre as propostas do adversário político na época, estava a transferência das universidades federais para a alçada do Ministério da Ciência e Tecnologia, o que gerou temores de cortes orçamentários profundos.
Memória recente e resistência
Os estudantes lembraram os impactos sofridos pelas instituições públicas federais durante a gestão de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Para eles, o cenário representava um risco real à infraestrutura acadêmica e aos programas de auxílio permanência para alunos de baixa renda.
A mobilização inicial cresceu rapidamente com a adesão de outros cursos e moradores da região. O que começou como uma articulação interna transformou-se em um ponto de resistência que ecoou por diversas capitais do país nas semanas seguintes.