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Domingo, 09 de Agosto 2026
Saúde

Especialista orienta sobre a saúde sexual na menopausa e reforça busca por tratamento

Aproximadamente 82% das brasileiras sentem impactos na qualidade de vida durante esta fase, exigindo acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Especialista orienta sobre a saúde sexual na menopausa e reforça busca por tratamento
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A atenção para a saúde sexual na menopausa precisa ser priorizada pelas mulheres e profissionais da saúde no Brasil, segundo alertas da ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Problemas como dor na relação e secura vaginal demandam investigação adequada em vez de serem tratados como inevitáveis.

Integrante da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo, a médica ressalta que a sexualidade não se extingue com a idade. No entanto, ela costuma ser reprimida por tabus culturais e pela falta de diálogo entre paciente e especialista nas consultas de rotina.

Segundo Steglich, existe uma falsa premissa médica de que pacientes em idades mais avançadas deixam de ter vida sexual ativa. Essa falha de comunicação, associada à vergonha que muitas mulheres sentem de relatar o desconforto, atrasa diagnósticos importantes e compromete o bem-estar feminino.

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Para reverter o quadro, a ginecologista defende uma mudança de postura mental aliada a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática constante de exercícios físicos. Quando recomendado por profissionais capacitados, o tratamento também pode incluir a terapia hormonal.

Origem das dores e conduta multidisciplinar

Sintomas incômodos podem decorrer de patologias subjacentes, a exemplo de endometriose, aderências ou doença inflamatória pélvica. O desconforto físico crônico faz com que a paciente contraia a musculatura do assoalho pélvico, agravando a dor durante o ato sexual.

Diante desse cenário complexo, a médica sugere que o tratamento seja realizado por uma equipe multidisciplinar. Dados nacionais indicam que cerca de 30 milhões de brasileiras vivenciam essa fase, e a grande maioria sofre com impactos diretos na qualidade de vida.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
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