A morte do motorista Andrew Andrade do Amor Divino, de 29 anos, que foi atingido por um tiro de fuzil ao desobedecer a ordem de parada da Polícia Militar do Rio (PMRJ) nas proximidades do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (7), segue tendo desdobramentos.
Na versão dos policiais, três motocicletas haviam passado atirando contra os policiais e, logo depois, o carro de Andrew não teria obedecido a ordem de parada dos agentes policiais e foi atingido. A viúva dele, Dayene Nicacio Carvalho, de 25 anos, contestou a versão.
“Meu marido não era bandido. Era trabalhador. Só queria voltar pra casa. Às 11h59 perguntei se ele já estava vindo, e ele respondeu que já estava chegando. Meia hora depois, aconteceu tudo. Toda vez que via uma viatura, ele parava. Era habilitado, o carro estava em dia. Não tinha por que fugir”, afirmou Dayene.
O motorista chegou a ser encaminhado para o Hospital Getúlio Vargas, e foi atendido, mas não resistiu aos ferimentos. Quando soube do ocorrido com o marido, ela foi à Delegacia da Pavuna, mas não havia registro nenhum do caso. Mas, ao ir ao Hospital Getúlio Vargas, recebeu a notícia da morte.
“Pedi pra não mentirem pra mim. Perguntei se ele estava bem, e o policial disse que o estado era grave. Quando puxaram o nome dele, viram que não tinha nada. O policial virou pra mim e falou: “Me desculpa”. Mas desculpa não traz o pai dos meus filhos de volta.”
O caso foi registrado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), que dá andamento às investigações.
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