A CBS News informou nesta quarta-feira (18) que os Estados Unidos estão em prontidão para uma potencial ação militar contra o Irã, prevista para o próximo sábado (21). Segundo a emissora, a efetivação da operação ainda aguarda a aprovação final do presidente Donald Trump.
No cenário atual, Washington e Teerã estão envolvidos em diálogos para restringir o programa nuclear iraniano. Enquanto o governo iraniano defende que seu desenvolvimento visa exclusivamente a fins pacíficos, os norte-americanos expressam temores de que possa levar à produção de uma arma atômica.
As mais recentes rodadas de conversas indicaram progressos pontuais, mas sem a concretização de um entendimento formal. Trump já havia declarado que poderia ordenar um ataque caso um acordo não fosse alcançado.
Estados Unidos reforçam advertências ao Irã
De acordo com informações da CBS, as Forças Armadas dos Estados Unidos já estariam preparadas para iniciar uma ofensiva no sábado, com a possibilidade de estender as operações para além do fim de semana. Tais informações teriam sido transmitidas por fontes governamentais familiarizadas com o planejamento.
Nos próximos dias, o Pentágono deverá realocar parte do contingente militar americano estacionado no Oriente Médio para outras regiões, como a Europa e o território dos EUA, um procedimento considerado padrão em cenários de tensão crescente.
O Irã, por sua vez, reiterou que reagirá contra bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de bombardeios. Além disso, o país anunciou a realização de exercícios navais conjuntos com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (19).
Casa Branca enumera justificativas para possível ação militar
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, declarou que os Estados Unidos possuem “vários argumentos” que poderiam fundamentar uma intervenção militar. Segundo ela, Trump continua a priorizar a via diplomática, mas considera prudente que o Irã demonstre avanço em um acordo. A administração americana ainda pondera sobre as potenciais escaladas e os impactos políticos de uma eventual ofensiva.
Posteriormente, o jornal The New York Times noticiou que Israel mantém um estado de alerta elevado há semanas e intensificou seus preparativos diante da possibilidade de um conflito. Uma reunião do governo israelense, originalmente marcada para quinta-feira (19), teria sido adiada para domingo (22).
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