Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
Saúde

Estudo mapeia panorama das hepatites virais e orienta ações de saúde pública

Pesquisa liderada pelo Einstein compilou 200 trabalhos em onze anos para auxiliar o SUS a cumprir a meta de erradicação da doença até o ano de 2030.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Estudo mapeia panorama das hepatites virais e orienta ações de saúde pública
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita divulgaram na revista PLOS ONE um levantamento abrangente sobre as hepatites virais no Brasil. O trabalho, vinculado ao Proadi-SUS, analisou dados de 14,5 milhões de pessoas coletados em 200 artigos publicados entre 2013 e 2024. A iniciativa visa fornecer subsídios científicos para o país eliminar a enfermidade até 2030.

O levantamento englobou todos os tipos conhecidos do vírus: A, B, C, D e E. De acordo com o coordenador da pesquisa, João Renato Rebello Pinho, as variações B e C exigem maior atenção por evoluírem frequentemente para quadros crônicos graves.

Hepatite A

Embora evitável por vacinação, a hepatite A apresentou ressurgimento associado a novas dinâmicas de transmissão sexual, como o contato oral-anal. A infecção, inicialmente observada em homens que fazem sexo com homens, espalhou-se para outras populações adultas suscetíveis.

Publicidade

Leia Também:

Entretanto, o contágio direto ocasional não oferece risco relevante. O médico ressalta que a contaminação alimentar ou por água imprópria continua sendo a via clássica. Regiões como Norte e Nordeste mantêm altas taxas de transmissão fecal-oral, enquanto o Sul e Sudeste registram casos ligados ao comportamento sexual sem imunização.

Hepatites B e C

Transmitidas principalmente por relações sexuais, sangue contaminado e pelo uso de drogas injetáveis, as hepatites B e C estão associadas à cirrose e ao câncer hepático. A transmissão vertical, de mãe para filho, teve grande redução no país devido ao controle pré-natal.

A vacina contra o tipo B é altamente eficaz e amplamente disponível. Já a hepatite C não possui imunizante, mas conta com medicamentos capazes de curar mais de 95% dos infectados. A prevenção exige uso de preservativos e cuidados para evitar exposição ao sangue.

Hepatite D

Considerada uma doença negligenciada, a hepatite D acomete quase exclusivamente portadores do vírus B. Sua ocorrência é mais expressiva na região amazônica, afetando comunidades vulneráveis e ribeirinhas com diagnóstico e acesso ao tratamento limitados.

Quando ocorre a coinfecção simultânea pelos vírus B e D, o quadro clínico se agrava drasticamente, podendo levar à insuficiência hepática fulminante. A vacinação preventiva contra a hepatite B é a ferramenta mais eficaz para evitar também o tipo D.

Hepatite E

A hepatite E configura uma zoonose transmitida de animais para humanos, com destaque para a criação de suínos. No Brasil, levantamentos indicam maior prevalência na Região Sul, exigindo abordagens integradas no conceito de saúde única.

Prevalência e apoio ao SUS

Entre os estudos analisados, a soroprevalência da hepatite A variou de 33,3% a 67,8% na população geral, chegando a 88,1% entre detentos. A prevalência do tipo C alcançou 36,9% em usuários de drogas, enquanto o tipo D oscilou até 23,9% na Amazônia.

Os achados compilados servirão de base para gestores públicos direcionarem políticas sanitárias. O projeto integra o Proadi-SUS, parceria entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos de excelência para fortalecer o sistema público brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra – repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR