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Domingo, 08 de Fevereiro 2026

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Ex-presidente do Rioprevidência é detido em nova fase da Operação Barco de Papel

Polícia Federal investiga investimentos de quase R$ 1 bilhão do fundo previdenciário estadual em instituição financeira liquidada.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ex-presidente do Rioprevidência é detido em nova fase da Operação Barco de Papel
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, nesta terça-feira (3). A detenção ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro. Além de Antunes, outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos, mas os indivíduos permanecem foragidos, segundo a corporação.

Antunes foi inicialmente conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda. De lá, ele será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para prestar depoimento e, após os procedimentos de polícia judiciária, será inserido no sistema prisional do estado, permanecendo à disposição da justiça.

A captura do ex-dirigente foi realizada em Itatiaia, no Rio de Janeiro, e contou com o apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal.

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O ex-presidente havia renunciado ao cargo no final de janeiro, após ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência, em 23 de janeiro.

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Irregularidades no Banco Master

A Operação Barco de Papel concentra-se na apuração de irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi recentemente liquidada pelo Banco Central. Conforme informações da PF, o Rioprevidência teria aportado aproximadamente R$ 970 milhões na referida instituição financeira entre novembro de 2023 e julho de 2024.

As ordens de prisão foram emitidas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que avaliou a existência de um risco concreto de destruição de provas e de obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade.

Os mandados foram executados em endereços ligados aos investigados nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. A decisão da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro baseou-se em indícios de obstrução das apurações e ocultação de elementos probatórios.

Após a execução do mandado de busca e apreensão na residência do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal detectou movimentações suspeitas, incluindo a retirada de documentos do apartamento do investigado, a manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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