A Polícia Civil de São Paulo está investigando o feminicídio de uma jovem de 22 anos, ocorrido na noite da última terça-feira (26) no bairro do Tremembé, zona norte da capital paulista. Este trágico evento se soma ao preocupante aumento de casos de violência contra a mulher no estado de São Paulo, conforme dados recentes.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram imediatamente acionados para o local. Apesar da rápida mobilização do resgate, a vítima, infelizmente, não resistiu aos ferimentos, tendo sua morte confirmada ainda no endereço.
O agressor, identificado como ex-companheiro da vítima, evadiu-se do local logo após efetuar os disparos. A SSP informou que dois aparelhos celulares foram apreendidos como parte da investigação, mas o homem ainda não foi localizado e permanece foragido.
O registro da ocorrência foi formalizado no 73° Distrito Policial do Jaçanã, classificando o crime como feminicídio, violência doméstica e também incluindo a localização e apreensão de objetos relacionados ao caso.
Crescimento do feminicídio e da violência doméstica em São Paulo
Os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam um cenário alarmante no estado de São Paulo. Nos primeiros três meses do ano, foram contabilizadas 86 vítimas de feminicídio, representando um aumento expressivo de 41% em comparação com as 61 vítimas registradas no mesmo período do ano anterior.
Essas estatísticas, consideradas as mais atualizadas, reforçam a urgência de ações eficazes no combate à violência contra a mulher, conforme divulgado no portal oficial da SSP.
No mesmo período, de janeiro a março, o descumprimento de medidas protetivas de urgência, um indicador crucial da violência doméstica, atingiu a marca de 3.020 ocorrências. Este número representa uma alta de 31,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Além disso, as estatísticas criminais apontam um crescimento nos registros de agressão física. Foram 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres no trimestre, um aumento de 7,4% em comparação aos 17.926 registros do primeiro trimestre do ano anterior, evidenciando a escalada da violência.