Neste sábado, 25 de julho, o Festival Latinidades realiza sua primeira edição em Nova York, nos Estados Unidos, marcando as celebrações do Dia Internacional da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha. O evento busca conectar a produção artística afro-latina com a diáspora global, expandindo o alcance da iniciativa no cenário internacional.
Considerado o maior festival de mulheres negras da América Latina, o projeto chega à sua 19ª edição em 2026 com uma programação extensa ao longo de todo o mês de julho. Além dos Estados Unidos, as atividades presenciais e virtuais movimentam as cidades de Brasília e São Paulo, reunindo formação, arte, empreendedorismo e luta social.
Com a temática "Saúde Mental Importa!", o encontro deste ano foca no debate sobre riscos psicossociais, qualidade de vida e precarização no setor cultural. A proposta é chamar a atenção para as condições de trabalho enfrentadas por artistas, produtoras e equipes técnicas da área.
Pesquisa inédita sobre saúde mental
Durante a abertura oficial em Brasília, o Instituto Afrolatinas apresentou a Pesquisa Nacional sobre Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura. O estudo foi desenvolvido em parceria com o Data labe e o Coletivo Mawê para coletar dados que auxiliem na formulação de futuras políticas públicas voltadas ao setor.
Histórico e impacto social
Ao longo de 19 anos de trajetória, o Festival Latinidades mobilizou mais de 400 mil pessoas de forma direta e impactou cerca de 2 milhões de indivíduos globalmente. O projeto já realizou mais de 500 atividades educativas e esteve presente em mais de 70 países.
O balanço consolidado do festival inclui ainda mais de 400 apresentações artísticas protagonizadas por mulheres negras, 10 publicações lançadas e uma audiência que ultrapassa 200 mil pessoas nas redes sociais.