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Direitos Humanos

Quinta edição da Marcha Trans ocupa o centro do Rio em defesa da democracia

O evento reuniu manifestantes no centro da capital fluminense para cobrar direitos civis, além de oferecer serviços de retificação de nome e saúde.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Quinta edição da Marcha Trans ocupa o centro do Rio em defesa da democracia
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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No último sábado (19), a quinta edição da Marcha Trans reuniu ativistas no centro do Rio de Janeiro para defender a democracia e exigir a garantia de direitos fundamentais para a população trans e travesti. O ato político e cultural buscou combater a exclusão social e dar visibilidade às demandas dessa comunidade.

De acordo com o organizador do evento, Gab Van, a verdadeira democracia precisa ser inclusiva e garantir o direito básico de existir, circular e acessar serviços públicos. "A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar e cuidar do seu corpo", destacou Van, reforçando que o segmento não aceitará a exclusão.

Histórico de luta e contexto eleitoral

O movimento teve início em 2022, inspirado em uma histórica caminhada de travestis realizada em 1993, que partiu da Candelária rumo à Cinelândia. Van ressaltou a relevância de realizar o ato durante o período eleitoral, momento em que pautas ligadas à população trans costumam ser instrumentalizadas como "pânico moral" por candidaturas conservadoras.

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Além do caráter de mobilização política, a manifestação ofereceu serviços essenciais à comunidade. Em parceria com o Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis), os participantes puderam solicitar a retificação do nome civil. A Secretaria Municipal de Saúde também disponibilizou testes rápidos de HIV e vacinação contra a gripe.

Apoio familiar e cidadania

A supervisora de quiosque Edna Oliveira, integrante do grupo Mães pela Diversidade, acompanhou sua filha Helena, de 22 anos, para realizar a mudança de prenome e gênero nos documentos. Helena iniciou sua transição há dois anos e, agora na faculdade, decidiu oficializar sua identidade civil com o suporte integral da mãe.

"Eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la", afirmou Edna. Ela explicou que a filha precisa da nova identificação civil para que, ao concluir o ensino superior, seu diploma já seja emitido com o nome adequado, permitindo que ela siga sua trajetória profissional sem constrangimentos.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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