Um automóvel, que era produto de roubo, pode ter sido empregado em um furto a residência na capital paulista, conforme investigações.
Na tarde de ontem (24), durante uma ronda da Força Tática pela Avenida Carlos Caldeira Filho, policiais militares efetuaram a prisão de um homem. Ele é acusado de receptação e adulteração de sinais identificadores de um veículo automotor.
As equipes, incluindo a viatura Tático 013, estavam retornando ao 37º Batalhão de Polícia Militar para a preleção da Operação Paz e Proteção quando avistaram um Fiat Argo de cor branca. O carro possuía características semelhantes às de um veículo utilizado anteriormente em um furto a residência na área do 12º Batalhão de Polícia Militar. Notou-se que o automóvel apresentava irregularidades visíveis, como a falta de uma letra no nome do modelo e um insulfilm excessivamente escuro, que dificultava a visibilidade interna.
Ao perceber a aproximação policial, o motorista guinou bruscamente para a Rua Pedro Faber, parou o veículo de forma abrupta, desembarcou e entrou em um estabelecimento comercial, arremessando a chave na via pública em uma tentativa clara de fuga. O indivíduo foi prontamente abordado e submetido a uma busca pessoal, porém, nenhum objeto ilícito foi encontrado em sua posse.
Durante a vistoria do veículo, os policiais encontraram luvas descartáveis e diversas ferramentas que são frequentemente utilizadas em furtos a residências. Verificou-se que o automóvel estava com placas que não correspondiam à numeração do chassi. Após consulta via COPOM e o sistema Muralha Paulista, foi confirmado que o veículo havia sido roubado em 17 de dezembro de 2025.
Em contato com a Sala de Intervenção Remota do 1º Batalhão de Polícia Militar, as equipes foram informadas de que o mesmo veículo possivelmente havia sido empregado em outro furto a residência, registrado em 18 de janeiro de 2026, na área de atuação do 12º Batalhão.
Inicialmente, o abordado alegou ter adquirido o veículo há três dias. Contudo, ele mudou sua versão posteriormente, afirmando que receberia dinheiro para transportar o automóvel até a Estação Presidente Altino, em Osasco.
Diante dos fatos, o homem foi detido e conduzido, junto com o veículo, ao 89º Distrito Policial. Lá, a autoridade de plantão formalizou a ocorrência pelos crimes de receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo automotor. O uso de algemas foi necessário, conforme a legislação vigente, devido ao fundado receio de fuga.