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Quinta-feira, 09 de Julho 2026
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Economia

Governo adia decisão sobre subsídio da gasolina em meio à alta do petróleo

Ministro Dario Durigan expressa cautela diante da instabilidade geopolítica entre Estados Unidos e Irã.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Governo adia decisão sobre subsídio da gasolina em meio à alta do petróleo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Fazenda, sob a liderança do ministro Dario Durigan, decidiu adiar para a próxima semana a avaliação sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. A medida foi tomada nesta quinta-feira (9) em resposta a uma nova escalada nos preços do petróleo no cenário global, intensificada pelos recentes ataques militares entre Estados Unidos e Irã, o que exige cautela na política de preços dos combustíveis.

Inicialmente, o ministro Durigan planejava anunciar o fim da subvenção ainda esta semana. Contudo, a retomada dos confrontos militares entre Estados Unidos e Irã na quarta-feira (8) provocou uma imediata valorização do barril de petróleo, alterando os planos.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Durigan justificou a decisão: “Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80. Diante disso, precisamos ter cautela ao considerar a retirada do subsídio.”

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O ministro reiterou seu compromisso em reavaliar a situação na próxima semana. “Dependendo do cenário, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente”, afirmou.

Ele explicou que o principal objetivo da subvenção é proteger a economia brasileira. A medida visa evitar que a volatilidade dos preços globais do combustível impacte o custo de vida no Brasil, prevenindo pressões inflacionárias sobre produtos e serviços.

Impacto da geopolítica e a Lei do Combustível do Futuro

Apesar do cenário de “incerteza” no mercado internacional, o ministro Durigan assegurou que os planos federais para o aumento das misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel permanecem inalterados.

A Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993), aprovada em 2024, já estabelece diretrizes claras. Ela prevê que a proporção de etanol na gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve atingir 20% até 1º de março de 2030.

“Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, comentou Durigan, indicando que o governo federal não descarta a possibilidade de propor percentuais ainda mais elevados para a mistura de biocombustíveis.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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