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Quarta-feira, 22 de Julho 2026
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Governo do Rio exonera comissionados e audita contratos do Instituto Rio Metrópole

As ações ocorrem após a denúncia de 11 pessoas pelo Ministério Público estadual por um esquema de corrupção e desvio de mais de R$ 80 milhões na autarquia. A investigação aponta para contratos milionários usados para fraudes.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Governo do Rio exonera comissionados e audita contratos do Instituto Rio Metrópole
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O governo do Rio de Janeiro tomou medidas significativas nesta quarta-feira (22), exonerando 30 ocupantes de cargos comissionados e nomeando novos diretores no Instituto Rio Metrópole (IRM). Essas mudanças são uma resposta direta à recente operação do Ministério Público estadual, que denunciou 11 pessoas por um esquema de desvio de mais de R$ 80 milhões na autarquia.

Além das exonerações, a administração estadual determinou a suspensão imediata do pagamento de todos os contratos em andamento. Uma auditoria interna foi instaurada, conduzida por um grupo de trabalho composto por membros do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), com prazo de 30 dias para apresentar suas conclusões.

As medidas visam sanar as irregularidades apontadas na operação do Ministério Público, que investiga desvios milionários. O Instituto Rio Metrópole, uma autarquia do governo estadual, é responsável por elaborar projetos estratégicos em áreas cruciais como mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.

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A liderança interina do IRM foi assumida pelo secretário de Estado de Governo e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão. Sua gestão marca o início das reformas estruturais para restaurar a integridade e a transparência do órgão após as graves denúncias.

Detalhes da Operação do Ministério Público

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou a denúncia de 11 indivíduos à Justiça, imputando-lhes crimes graves como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação, contratações irregulares e lavagem de dinheiro. O esquema teria desviado recursos públicos em larga escala.

A denúncia, encaminhada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, detalha que os acusados se valeram de “contratos milionários” firmados pelo IRM. Esses acordos, com vigência entre julho de 2022 e maio de 2026, teriam sido instrumentalizados para o desvio sistemático de verbas públicas.

Entre os detidos e denunciados estão figuras-chave da autarquia, como o ex-presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê". Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e membro da Comissão Técnica de Licitação, também foi alvo da operação.

Maurício Knoploch dos Santos é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ). Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, é outro nome de destaque entre os acusados, completando o quadro dos envolvidos.

Análise do Procurador-Geral sobre a Corrupção no Estado

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro (MPRJ), Antonio José Campos Moreira, manifestou preocupação após a operação. Ele afirmou que o estado enfrenta um "ambiente institucional voltado à corrupção", o que contribui para as dificuldades financeiras persistentes na região.

Moreira destacou que diversas estruturas estatais, concebidas para servir aos cidadãos, foram "cooptadas por delinquentes". Ele lamentou a transformação desses órgãos em "antros de corrupção", o que, em sua visão, explica a crônica situação de dificuldade financeira do Rio de Janeiro.

O procurador-geral reiterou que a investigação no Instituto Rio Metrópole foca em contratos que totalizam R$ 80 milhões em desvios. Ele alertou que "outros casos, de superlativa gravidade, também estão sendo objeto de investigação", indicando a amplitude dos problemas.

Antonio José Campos Moreira ressaltou que o atual cenário de integração entre as instituições do estado é favorável ao combate às irregularidades. Essa sinergia fortalece a capacidade de enfrentar e desmantelar esquemas de corrupção.

Ele mencionou o "ambiente singular" no estado, com a chefia interina do Poder Executivo exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, um magistrado de carreira. Essa configuração, segundo Moreira, permite uma atuação integrada e independente na investigação de crimes e atos de improbidade administrativa.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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