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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Economia

IPCA acelera para 0,7% em fevereiro, mas inflação anual desacelera para 3,81%

O setor de Educação liderou as altas, com variação de 5,21%, impulsionado pelos reajustes anuais de mensalidades.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
IPCA acelera para 0,7% em fevereiro, mas inflação anual desacelera para 3,81%
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma elevação significativa em fevereiro, atingindo 0,7%, um aumento em relação aos 0,33% registrados em janeiro. Esta é a maior taxa mensal observada desde fevereiro de 2025, quando o índice marcou 1,31%.

As informações foram divulgadas na quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pela pesquisa.

O segmento da Educação destacou-se com a maior variação, alcançando 5,21%, predominantemente devido aos ajustes anuais nas mensalidades de instituições de ensino. Em conjunto com o aumento observado no grupo Transportes, esses dois setores foram responsáveis por cerca de 66% do resultado inflacionário mensal.

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No acumulado do ano, o IPCA soma 1,03%. Nos últimos doze meses, a inflação oficial registrou 3,81%, um patamar inferior aos 4,44% apurados no período anterior de doze meses. Este resultado mantém a inflação dentro da margem de tolerância estabelecida para a meta governamental.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, esclareceu que, apesar da elevação em comparação com os meses precedentes, o índice de fevereiro é o mais baixo para este mês desde 2020, quando atingiu 0,25%.

Gonçalves detalhou que, “em fevereiro do ano passado, o IPCA de 1,31% foi influenciado pela pressão do grupo Habitação, particularmente pela energia elétrica, devido ao término do Bônus de Itaipu, cenário que não se repetiu em 2026”.

Ele também pontuou que, “na comparação anual, o setor de Educação demonstrou aceleração, registrando 5,21% em fevereiro de 2026, em contraste com os 4,7% observados em fevereiro de 2025”.

Conforme o IBGE, o grupo Educação foi responsável por aproximadamente 44% do IPCA de fevereiro. A principal contribuição veio dos cursos regulares, com alta de 6,2%, impulsionada pelos reajustes típicos do início do ano escolar. As maiores variações foram notadas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou uma leve alteração, passando de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação consumida em casa teve uma variação de 0,23%, superando os 0,10% do mês anterior, influenciada principalmente pelas elevações nos preços do açaí (25,29%), feijão carioca (11,73%), ovo de galinha (4,55%) e carnes (0,58%).

Em contrapartida, foram observadas quedas em produtos como frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%). A alimentação consumida fora de casa (0,34%) mostrou desaceleração em comparação com o mês anterior (0,55%). O custo de refeições diminuiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro, e o lanche, de 0,27% para 0,15% no mesmo intervalo.

O gerente da pesquisa apontou que o segmento de alimentos variou 0,26% em fevereiro, evidenciando uma desaceleração se comparado a fevereiro de 2025, período em que houve forte influência das altas do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%).

No índice atual, esses mesmos itens apresentaram desaceleração, com o ovo de galinha registrando 4,55% e o café moído com -1,20%. Para o café, esta é a oitava retração consecutiva, acumulando uma variação de 10,13% nos últimos 12 meses.

Gonçalves acrescentou que “além desses produtos, o arroz, um item fundamental na dieta dos brasileiros, já acumula uma redução de 27,86% em 12 meses, impulsionada pela boa oferta do cereal”.

No grupo Transportes, o destaque foi o expressivo aumento de 11,4% nas passagens aéreas. Outros itens que registraram elevação foram o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóveis (1,22%) e as tarifas de ônibus urbano (1,14%).

Em relação aos combustíveis, o índice geral foi de -0,47%, com reduções nos preços da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%). Por outro lado, houve aumentos no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

INPC

Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou uma elevação de 0,56% em fevereiro, representando um acréscimo de 0,17 ponto percentual em relação aos 0,39% verificados em janeiro.

No acumulado do ano, o INPC soma 0,95%. Nos últimos doze meses, o índice alcançou 3,36%, valor inferior aos 4,30% registrados no período de 12 meses imediatamente anterior. Em fevereiro de 2025, a taxa havia sido de 1,48%.

Os produtos alimentícios mostraram aceleração, subindo de 0,14% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A variação dos itens não alimentícios também aumentou, de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
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