Rodrigo Castanheira, o adolescente vítima de agressão pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso, veio a óbito neste sábado (7/2). O jovem, de apenas 16 anos, permaneceu hospitalizado por 16 dias em uma unidade particular em Águas Claras, no Distrito Federal. O incidente que levou à sua internação ocorreu em 23 de janeiro, após uma discussão motivada por um chiclete jogado. O agressor, de 19 anos, encontra-se detido. Com a morte, a investigação agora se reclassifica para homicídio culposo, em vez de lesão corporal gravíssima.
A confirmação do falecimento de Rodrigo foi feita pelo advogado da família, Albert Halex. Em uma declaração após a notícia, Halex expressou profunda indignação, descrevendo o ocorrido como um reflexo de uma maldade que causa revolta. "É inaceitável que, nos dias atuais, ainda haja indivíduos que se consideram 'senhores do mundo'. Pessoas que, tomadas por um senso de poder e impunidade, arquitetam armadilhas e desprezam a vida alheia como algo sem valor, a ser simplesmente descartado", lamentou o advogado.
Halex reforçou ainda que a existência humana é inestimável e não pode ser mensurada pelo prestígio social de quem a ceifa. "O que ocorreu representa um atentado à própria essência da humanidade. Quando alguém se julga no direito de tirar uma vida por mero sadismo ou arrogância, ataca a todos nós. A existência deste jovem, ceifada de maneira tão cruel, não cairá no esquecimento. Meu papel neste processo transcende o âmbito judicial: é o compromisso de assegurar que a justiça prevaleça como o limite para aqueles que se creem acima de tudo", concluiu o defensor.
O confronto que culminou na trágica morte do adolescente ocorreu em 23 de janeiro, na região de Vicente Pires. Durante o incidente, Rodrigo sofreu um traumatismo craniano ao colidir a cabeça contra a porta de um veículo. O piloto acusado pelo delito permanece encarcerado desde 2 de fevereiro, custodiado no Centro de Detenção Provisória (CDP), integrante do Complexo Penitenciário da Papuda.
Instituição de ensino lamenta a perda
O Colégio Vitória Régia, onde o jovem Rodrigo era aluno, divulgou uma nota expressando seu profundo luto e consternação com a notícia. "Enquanto instituição cristã, acreditamos que, mesmo diante da dor dilacerante, a vontade divina é soberana, ainda que não se alinhe ao nosso anseio humano de tê-lo novamente entre nós. Depositamos nossa confiança de que o Criador, em Sua sabedoria ilimitada, mantém o controle sobre tudo", afirmou a escola.
Na mesma comunicação, o colégio ressaltou que Rodrigo deixa um legado, com lembranças de carinho e afeto que perdurarão. "Manteremos nossa união em oração, fé e amor, amparados pela esperança que encontramos em Cristo", concluiu a mensagem.