A Vara de Fazenda Pública autorizou o bloqueio de contas do Banco Master e de outras entidades envolvidas até o limite de R$ 135 milhões. A determinação atende a uma solicitação do governo estadual e da Rioprevidência, motivada por suspeitas de fraude e irregularidades financeiras que causaram sérios prejuízos aos cofres públicos do Rio de Janeiro.
A ordem judicial também atinge a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA., a Axor Asset LTDA. e os executivos Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues. A medida restritiva visa garantir a recuperação dos valores alocados pelo fundo de previdência estadual.
Prejuízos e indícios de gestão temerária
A controvérsia teve início após a Rioprevidência alocar R$ 150 milhões no Fundo de Investimento Texas i Fia. A carteira do fundo apresentava forte exposição aos papéis da Ambipar Participações e Empreendimentos S.A., o que acabou resultando em uma perda de quase R$ 15 milhões após uma acentuada desvalorização das ações no mercado.
Segundo o juiz Wladimir Hungria, a operação demonstrou indícios claros de gestão temerária. O magistrado apontou que a alocação concentrada em um único ativo pode ter sido utilizada para inflar artificialmente a cotação dos papéis, resultando na pulverização do dinheiro público e na captura fraudulenta do fundo de pensão.