A Justiça de São Paulo ordenou a exclusão de publicações que vinculam o nome da apresentadora Luciana Gimenez ao empresário Jeffrey Epstein. A determinação foi emitida pela 4ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros e assinada pelo juiz Diego Ferreira Mendes.
A apresentadora buscou a intervenção judicial após seu nome ser mencionado em vídeos e posts que alegavam que ela teria recebido aproximadamente US$ 13 milhões do empresário norte-americano.
Juiz aponta indícios de informação inverídica
Em sua análise preliminar, o magistrado indicou que os documentos apresentados sugerem que o montante de US$ 12.608.253,53 foi direcionado à empresa The Haze Trust, e não à apresentadora.
O juiz também ressaltou a existência de evidências de que as movimentações financeiras citadas nos vídeos poderiam ser transferências internas da própria conta da autora, o que enfraqueceria a alegação de repasse ligado a Epstein.
De acordo com o despacho, a associação do nome de Luciana Gimenez a uma suposta rede de exploração sexual tem o potencial de prejudicar a imagem da comunicadora, que é figura pública.
Proibição de novas divulgações
Além de ordenar a remoção dos materiais já divulgados, o juiz impediu novas postagens que contenham ofensas pessoais ou que afirmem que Luciana Gimenez recebeu dinheiro de Epstein durante a tramitação do processo.
A decisão estabelece que, em caso de descumprimento, as redes sociais da parte ré poderão ser suspensas e a monetização de seus canais bloqueada. O magistrado também determinou que o Facebook e o TikTok sejam notificados para remover os conteúdos especificados em até 48 horas após a ciência da ordem judicial.
Entenda a situação
Recentemente, Luciana Gimenez utilizou suas redes sociais para negar veementemente qualquer ligação com Jeffrey Epstein e refutar a informação de que teria recebido US$ 12 milhões.
Em uma gravação, ela explicou que o valor mencionado se referia a transações internas entre contas de investimento e sua conta pessoal, totalizando US$ 22,09. A apresentadora também anunciou que tomaria medidas legais contra os responsáveis pela disseminação do que ela classificou como "fake news".
“Estou vindo aqui para contar exatamente o que vem acontecendo comigo. Eu tenho 25 anos de televisão. Todo mundo me conhece, todo mundo sabe da minha vida, da minha dedicação aos meus filhos”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Dito isso, eu tenho repúdio, ódio, nojo desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante, um cara que estuprava mulheres, um cara que mantinha pessoas em cárcere privada e outras coisas que a gente nem sabe, uma coisa horrorosa“, definiu.
A decisão judicial possui caráter liminar e a parte ré ainda poderá apresentar sua defesa no processo.
“Vou falar da mulher que sou, que eu nunca fiz nada que pudesse macular a minha imagem. Sou uma pessoa que não me envolvo em escândalo. Eu tive que ler coisas horrorosas sobre o meu nome, muita gente falando que eu recebi 12 milhões de dólares por alguma coisa que eu nem sei. Pessoas se levantaram para atacar a Luciana com ódio, com ressentimento, sem ter a menor responsabilidade de realmente saber o que estava acontecendo”, afirmou.