Nesta segunda-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o desempenho positivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reflete a renovada confiança de seus técnicos na administração atual. A declaração foi feita no Rio de Janeiro, durante a comemoração dos 74 anos da instituição, onde também anunciou um aporte de R$ 140 bilhões para o programa Nova Indústria Brasil (NIB), visando impulsionar setores estratégicos e o desenvolvimento nacional.
Os recursos anunciados para o NIB têm como objetivo fortalecer a indústria brasileira, com foco em áreas cruciais como a transição energética e a sustentabilidade. Lula ressaltou a importância desses investimentos para modernizar o parque industrial do país e garantir sua competitividade no cenário global.
Em seu pronunciamento, o presidente Lula defendeu a colaboração entre os setores público e privado, argumentando que ambos são essenciais para o avanço econômico e social do país. Ele enfatizou que cada esfera deve desempenhar seu papel de forma eficaz.
"O Brasil não pode mais tolerar o discurso anacrônico que opõe a competência privada à pública", declarou Lula. "O que é público e eficaz deve permanecer público e em funcionamento. Da mesma forma, o que é privado e opera bem deve continuar privado e produtivo. O fundamental é que ambos os segmentos gerem resultados."
Mesmo com a voz rouca, o presidente reiterou que os êxitos nos financiamentos a setores estratégicos, como indústria, transição energética e sustentabilidade, são um reflexo direto da confiança que a gestão atual do banco tem junto a seu quadro de funcionários.
Dirigindo-se a Aloízio Mercadante, presidente do BNDES, Lula destacou que a atual diretoria do banco merece reconhecimento por ter estabelecido uma relação de confiança com sua equipe, fundamental para a agilidade dos processos.
"Vocês conseguiram que os funcionários depositassem confiança na direção, em vez de sentirem temor", afirmou o presidente. Ele salientou a distinção entre a transitoriedade da gestão e a permanência do quadro efetivo, que interage com diferentes presidentes ao longo do tempo.
Lula alertou que a ausência de confiança na liderança ou nas diretrizes governamentais pode atrasar significativamente a tramitação de projetos. Um técnico sem essa convicção pode levar meses, ou até um ano, para analisar e aprovar uma proposta que, sob outras condições, seria finalizada em uma semana.
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