Em Bacabal, no Maranhão, a genitora de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, que estão desaparecidos desde 4 de janeiro, fez uma revelação crucial ao apontar um possível envolvido no sumiço dos filhos. Os irmãos desapareceram junto com o primo, Anderson Kauan, que foi localizado dias após o ocorrido.
Desde a data do desaparecimento, Clarice Cardoso, mãe das crianças, tem sustentado a tese de que seus filhos não se perderam na mata. Ela acredita firmemente que uma pessoa se aproveitou da fragilidade e da inocência dos pequenos.
Em um desabafo emocionado, Clarice expressou sua convicção: “Acredito que alguém percebeu a chance e levou meus filhos. O Kauã foi devolvido, provavelmente, devido à sua condição de autismo e, talvez, por perceberem que ele não era o meu filho mais velho, com quem ele possui grande semelhança física.”
Morador do povoado é o principal suspeito
Em recentes declarações concedidas ao jornalista Lenildo Frazão, detalhes sobre a identidade do possível envolvido começaram a surgir. Embora o nome permaneça sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações da Polícia Civil, sabe-se que o suspeito reside na própria comunidade.
O repórter Frazão destacou que “essa pessoa possui conhecimento sobre os filhos de Clarice e também sobre Kauã, sendo alguém do círculo de convivência da família”. A mãe assegurou que suas suspeitas já foram formalmente comunicadas aos delegados responsáveis pelo inquérito.
O papel de Anderson Kauã no caso
Anderson Kauã, primo das crianças, é a única testemunha que presenciou o início do desaparecimento. Contudo, a polícia descreve seus depoimentos como confusos e inconsistentes, atribuindo essa dificuldade tanto ao trauma vivenciado quanto à sua condição de autismo. Clarice ainda levanta a hipótese de que o responsável pelo crime possa ter participado ativamente das buscas iniciais, agindo para despistar qualquer suspeita.
Investigação segue sob sigilo
A Polícia Civil do Maranhão continua a investigar a denúncia apresentada por Clarice. As autoridades estão realizando diligências no povoado, com o objetivo de verificar o álibi do morador mencionado e encontrar qualquer indício que possa levar ao paradeiro de Ágatha e Allan. Até o momento, não houve prisões oficiais relacionadas ao desaparecimento dos irmãos.