Passados quase 50 dias desde o desaparecimento das crianças em Bacabal, no Maranhão, a investigação policial mantém o foco sobre o círculo íntimo dos menores, incluindo a mãe de Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), Clarice Cardoso.
A investigação sobre a mãe de Ágatha e Michael
Em declarações recentes ao comunicador Randyson Laércio, Clarice confirmou que seu nome continua na lista de pessoas sob apuração pelas autoridades. Ela explicou que sua inclusão no inquérito e as visitas policiais à sua residência são parte do protocolo rigoroso adotado no caso.
Clarice ressaltou que não é a única pessoa sendo investigada, afirmando que "todos lá da comunidade também estão" sob o escrutínio policial.
A mãe de Ágatha e Michael enfatizou que as frequentes idas dos agentes à sua casa visam a coleta de informações e depoimentos. "Estou à disposição deles para o que precisar", reiterou, destacando seu interesse primordial na resolução do caso.
Um dos fatores que mantém a investigação em andamento e gera pressão sobre os envolvidos é a completa ausência de vestígios físicos, como roupas ou objetos, das crianças, o que impede a polícia de descartar quaisquer hipóteses.
O papel do primo e as complexidades do inquérito
A investigação enfrenta desafios técnicos que direcionam as suspeitas para o ambiente familiar e comunitário:
O depoimento do primo: Anderson Kauã, de 8 anos, que desapareceu com os primos e foi encontrado três dias depois, é uma peça central. No entanto, devido ao seu autismo, a interpretação de seu relato sobre o que ocorreu no casebre – local onde cães farejadores detectaram odor dos irmãos – tem sido complexa para a polícia.
O casebre: Este local foi o último ponto de contato confirmado entre as três crianças. A polícia apura se houve ação de terceiros no local ou se as crianças foram retiradas de lá por alguém conhecido.
A posição da mãe diante das suspeitas
Apesar de estar sob investigação, Clarice Cardoso declara que seu foco reside na esperança e na fé. Questionada sobre como lida com a situação e o escrutínio policial, a mãe afirmou que se apega a Deus e ao seu filho mais velho, de oito anos, para seguir em frente.
Clarice acredita que os filhos foram levados: "Minha intuição é que eles estão com alguém", disse, pedindo que a população forneça apenas informações concretas à polícia para não comprometer o andamento das investigações oficiais.
As autoridades continuam solicitando que qualquer pista relevante seja comunicada imediatamente através dos canais oficiais de denúncia.
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