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Sexta-feira, 03 de Julho 2026
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Ministério da Justiça inaugura escritório Antifacção no Rio de Janeiro para combater o crime organizado

A iniciativa reforça a presença federal no Rio de Janeiro, reconhecido como um epicentro dos desafios da segurança pública e do crime organizado no Brasil.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ministério da Justiça inaugura escritório Antifacção no Rio de Janeiro para combater o crime organizado
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira (03) o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. Localizada no Rio de Janeiro, a nova estrutura tem como principal objetivo fortalecer a integração entre as esferas federal, estadual e municipal para um combate mais eficaz ao crime organizado.

Conforme explicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a instalação do escritório assegura uma presença federal contínua no estado. O Rio de Janeiro é considerado um ponto nevrálgico que "sintetiza" os complexos desafios da segurança pública brasileira.

O ministro destacou que foi no Rio de Janeiro que surgiram as principais transformações do crime organizado contemporâneo. Essas organizações consolidaram formas sofisticadas de controle territorial armado, combinando violência, exploração econômica, captura de mercados, lavagem de dinheiro e infiltração em atividades econômicas formais e institucionais.

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Estratégias ampliadas contra o crime organizado

A abertura do escritório faz parte das estratégias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Duas outras unidades similares já foram estabelecidas em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR), reforçando a capilaridade da iniciativa. Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro também receberam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Para o Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o Coaf ocupa uma posição de "absoluta centralidade" dentro do programa. A asfixia financeira das facções é apontada como um dos eixos primordiais de atuação contra essas organizações.

Lucas enfatizou que, se o lucro é o objetivo final das organizações criminosas e financia suas ações violentas, é imperativo "fechar esse gargalo". A estratégia inclui levantar, junto à Anatel, operadoras de telefonia e internet que servem ao crime organizado.

Além disso, serão mapeadas e eliminadas as atividades econômicas capturadas por essas facções. O objetivo é regular o mercado para prevenir futuras infiltrações e garantir a integridade do sistema econômico.

Apoio logístico e inteligência federal

O Secretário Chico Lucas detalhou que o Escritório Antifacção do Rio de Janeiro permitirá ao governo federal oferecer maior apoio logístico às forças de segurança estaduais em operações. Adicionalmente, auxiliará outros estados que enfrentam organizações criminosas originárias do Rio.

Ele ressaltou que "não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa e todas essas operações sem o apoio da União". O escritório atuará em nível estratégico de inteligência para apoiar outras unidades da federação na produção de conhecimento, em operações e na captura de foragidos, sempre em sinergia com os estados e as forças de segurança.

Reforço na segurança prisional

André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais, anunciou que o governo federal intensificará a segurança nos presídios do estado. Isso será feito por meio da doação de equipamentos e do treinamento de policiais penais, aplicando os protocolos utilizados nos presídios federais de segurança máxima.

Segundo Garcia, 138 presídios em todo o país foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio de Janeiro. Além disso, pelo menos duas operações regionais e uma grande operação nacional serão realizadas mensalmente nessas instituições.

O objetivo é claro: "Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país. Com isso, nós pretendemos monitorar, isolar e impedir que esses indivíduos articulem as atividades criminosas fora do presídio", concluiu o Secretário.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil
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