Segundo as autoridades, a suspeita, identificada como Sheline, teria se apropriado da identidade e do registro profissional de uma biomédica por cerca de seis meses para adquirir fármacos restritos. Durante a fiscalização no estabelecimento, equipes da Vigilância Sanitária encontraram itens fora da validade e remédios voltados ao emagrecimento, como o Mounjaro, resultando no fechamento imediato da unidade.
O delegado Diogo Luiz Barreira explicou que a investigada possuía todos os dados da vítima, assinando documentos em seu nome. A Polícia Civil constatou que a mulher não tem graduação nem registro nos órgãos de classe de biomedicina ou farmácia. Além disso, o consultório operava na clandestinidade, sem CNPJ ou licenças emitidas pelos Bombeiros e órgãos sanitários.
A conduta de Sheline pode ser enquadrada em crimes como falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e infrações financeiras e sanitárias. O caso veio à tona quando a verdadeira profissional foi notificada pelo conselho regional sobre compras suspeitas realizadas em seu nome, embora nunca tivesse tido contato com a acusada ou com o local.
Manifestação nas redes sociais
Após a ação policial, Sheline Araújo publicou declarações na internet afirmando ser alvo de perseguição e alegando que o interesse das autoridades era o medicamento Mounjaro. Ela declarou possuir formação em enfermagem e que aguarda a regularização de seu registro profissional junto ao Conselho Federal de Enfermagem.
A equipe de reportagem buscou um posicionamento oficial da investigada através de seus contatos e perfis sociais, contudo, não houve resposta até o fechamento desta edição.
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Este conteúdo sobre a falsa biomédica que utilizava registro de terceiros foi publicado originalmente no portal Bacci Noticias.