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Sábado, 02 de Maio 2026
Economia

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que o valor impactará 61,9 milhões de brasileiros, com uma injeção de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A partir desta segunda-feira (2), os trabalhadores brasileiros começarão a receber o salário mínimo reajustado para R$ 1.621. O novo montante, que reflete o mês de janeiro, já pode ser verificado nos contracheques.

O aumento de 6,79%, que corresponde a R$ 103, foi formalizado pelo Decreto 12.797/2025. Este reajuste alinha-se à política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A medida respeita as diretrizes do arcabouço fiscal, que limita o acréscimo a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo aposentados e pensionistas, iniciaram o recebimento do novo salário mínimo em 26 de janeiro. O calendário de pagamentos se estende até a próxima sexta-feira (6), seguindo o dígito final do cartão, sem considerar o verificador.

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Valores do salário mínimo em 2026

• Mensal: R$ 1.621;

• Diário: R$ 54,04;

• Hora: R$ 7,37.

Metodologia de cálculo

• Inflação pelo INPC: 4,18%;

• Crescimento real do PIB: 3,4%;

• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

• Reajuste total: 6,79%.

Projeções e impactos

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o novo salário mínimo beneficiará 61,9 milhões de brasileiros. A expectativa é que este incremento injete aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

Os efeitos do reajuste são amplos, influenciando tanto a capacidade de consumo das famílias quanto as finanças públicas. O governo prevê um impacto econômico combinado de R$ 110 bilhões, considerando o ajuste salarial e a isenção do Imposto de Renda. Contudo, a Previdência Social enfrentará um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de beneficiar diretamente os trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como base para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira a seguir como ficam os benefícios e as contribuições vinculadas ao salário-mínimo:

INSS

• Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, totalizando R$ 1.621;

• Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025);

• Teto do INSS: R$ 8.475,55.

Contribuições ao INSS (CLT)

• Até R$ 1.621: 7,5%;

• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%;

• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%;

• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%.

Autônomos, facultativos e MEI

• Plano normal (20%): R$ 324,20;

• Plano simplificado (11%): R$ 178,31;

• Baixa renda (5%): R$ 81,05;

• MEI (5%): R$ 81,05.

Seguro-desemprego

• Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro;

• Parcela mínima: R$ 1.621;

• Parcela máxima: R$ 2.518,65;

• O valor é variável conforme o salário médio dos últimos meses.

Salário-família

• Salário-família: R$ 67,54 por dependente;

• Pago a quem possui renda mensal de até R$ 1.980,38.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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