Um avanço histórico no combate ao Alzheimer chegou ao Brasil.
A partir desta semana, um novo tratamento aprovado internacionalmente começa a ser aplicado em território nacional, trazendo esperança para milhares de famílias e pacientes que enfrentam uma das doenças neurodegenerativas mais desafiadoras da atualidade.
Mas a grande pergunta que surge é:
quanto custa ter acesso ao novo protocolo?
E mais: quem pode fazer? Onde está disponível? O plano de saúde cobre?
🧠 O Que é o Novo Tratamento para Alzheimer?
O medicamento, aprovado nos Estados Unidos em 2023 e na Europa em 2024, atua diretamente na redução das placas de beta-amiloide no cérebro — substâncias associadas à progressão do Alzheimer.
Com o nome comercial de Leqembi (lecanemabe), a terapia não é uma cura, mas tem mostrado efeitos reais em retardar o avanço da doença nos estágios iniciais, especialmente em pacientes com diagnóstico precoce.
“Estamos diante de um divisor de águas no tratamento do Alzheimer. É o primeiro medicamento com comprovação científica real de eficácia no retardo da progressão.”
— Dr. Rodrigo Varella, neurologista e pesquisador da Fiocruz.
📍 Onde Está Sendo Aplicado no Brasil?
A aplicação inicial será feita em centros especializados em neurologia de alta complexidade, como:
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Hospitais universitários em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre;
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Clínicas privadas com estrutura para infusão intravenosa e acompanhamento cognitivo contínuo.
A expectativa é que, até o final de 2025, o tratamento esteja disponível em mais de 20 centros clínicos pelo país.
💰 Quanto Custa o Tratamento?
De acordo com fontes do setor de saúde, o custo do tratamento gira em torno de:
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R$ 12.000 a R$ 20.000 por mês, dependendo da clínica e do protocolo adotado;
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O tratamento é feito por infusões intravenosas quinzenais;
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A estimativa anual ultrapassa os R$ 200 mil por paciente.
“É um custo elevado, mas compatível com terapias de ponta usadas em oncologia e doenças raras.”
— explica a Dra. Vanessa Salles, diretora da Anvisa.
💳 Planos de Saúde Devem Cobrir?
Neste primeiro momento, o medicamento ainda não faz parte da lista de cobertura obrigatória da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Porém, especialistas apontam que, com a alta demanda e a repercussão do tratamento, é possível que ações judiciais individuais forcem a cobertura, como já ocorreu com outros tratamentos de alto custo.
👪 Quem Pode Fazer o Tratamento?
O protocolo é indicado apenas para pacientes com diagnóstico inicial de Alzheimer, com comprovação por:
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Exames clínicos;
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Ressonância magnética cerebral;
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Testes de biomarcadores (PET scan, punção lombar etc.).
O acompanhamento precisa ser contínuo e feito por equipes multidisciplinares, incluindo neurologistas, psiquiatras e geriatras.
📈 Impacto Global e Científico
O Brasil é o primeiro país da América Latina a liberar o uso do Leqembi.
A aprovação foi baseada em estudos clínicos com mais de 1.800 pacientes ao redor do mundo, que mostraram uma redução de até 27% no declínio cognitivo ao longo de 18 meses de tratamento.
"Essa é a maior inovação no tratamento do Alzheimer desde a descoberta da doença há mais de 100 anos."
— The Lancet, em editorial recente.
🧩 O Futuro do Alzheimer no Brasil Começa Agora
Com o envelhecimento da população brasileira, os casos de Alzheimer devem triplicar até 2050.
O novo tratamento representa mais do que um avanço científico — é uma nova chance de qualidade de vida, dignidade e esperança para milhões de famílias.
"Não é uma cura, mas é um passo real rumo à preservação da memória, da autonomia e da identidade de quem vive com Alzheimer."