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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
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Justiça

Operação desarticula esquema de lavagem de dinheiro de R$ 100 milhões de facções criminosas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro revelam que o esquema movimentou mais de R$ 100 milhões de facções como Terceiro Comando Puro, Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital entre 2021 e 2024.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Operação desarticula esquema de lavagem de dinheiro de R$ 100 milhões de facções criminosas
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nesta quinta-feira (15), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram a Operação Hawala, uma ação conjunta que visa desarticular um robusto esquema de lavagem de dinheiro. Este sistema, que movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024, era alimentado por facções criminosas como o Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), com ramificações em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz de Iguaçu (PR).

A Operação Hawala tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados. O MPRJ formalizou a denúncia contra 22 indivíduos, dos quais dez tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Até as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil confirmou a prisão de oito pessoas envolvidas no esquema criminoso.

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As investigações foram iniciadas após a identificação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo criminoso que domina o tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, com ligações ao TCP.

Com o avanço dos trabalhos investigativos, os agentes da Polícia Civil constataram que a estrutura criminosa também era utilizada para lavar capitais ilícitos de organizações como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Para conferir uma falsa aparência de legalidade aos recursos obtidos ilegalmente, principalmente através do tráfico de drogas, receptação qualificada e comercialização de produtos falsificados, o esquema utilizava empresas de fachada espalhadas por diferentes estados.

A denúncia detalha que, para reintroduzir o dinheiro de origem ilícita no sistema financeiro, os criminosos recorriam à criação de empresas recém-abertas, depósitos fracionados, uso de "laranjas", cooptação de contadores e outras táticas sofisticadas para mascarar a verdadeira procedência dos valores.

Centenas de transações bancárias foram minuciosamente analisadas, revelando movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e das pessoas jurídicas envolvidas.

Conexão internacional

A Polícia Civil prossegue com as apurações para determinar se o esquema de lavagem de dinheiro também servia para financiar organizações internacionais consideradas terroristas. As investigações já apontaram para uma relação comercial entre um dos suspeitos e um indivíduo sancionado pelo governo estadunidense por suposta ligação com a estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

De acordo com a corporação, a próxima fase da investigação se aprofundará na verificação desse possível elo entre a lavagem de dinheiro de facções criminosas brasileiras e o financiamento de atividades terroristas em âmbito internacional.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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