Uma grande ofensiva contra a corrupção, que envolve membros da Polícia Civil, foi lançada na manhã desta quinta-feira (5) em diversas localidades do estado de São Paulo. Denominada Operação Bazar, a iniciativa é liderada pelo Ministério Público de São Paulo em colaboração com a Polícia Federal e a Corregedoria da Polícia Civil.
Até o presente momento, cinco dos onze mandados de prisão emitidos pela Justiça já foram executados. Os indivíduos visados incluem um delegado de polícia e quatro investigadores, todos suspeitos de participação ativa no esquema ilícito.
No total, a Justiça também concedeu 25 mandados de busca e apreensão. As investigações se concentram em delitos como corrupção e lavagem de dinheiro, supostamente praticados em delegacias especializadas, entre elas unidades do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e do 16º Distrito Policial, localizado na Vila Clementino, zona sul de São Paulo.
Doleiros e advogados entre os investigados
Além dos agentes da Polícia Civil, advogados e profissionais do mercado financeiro também figuram na lista de investigados. Conforme apurado, doleiros notórios como Leonardo Meirelles e Meire Poza são mencionados nas diligências, sob suspeita de participação em operações financeiras ilegais que totalizam milhões de reais.
As autoridades indicam que a estrutura criminosa empregava métodos sofisticados de lavagem de dinheiro para dissimular os recursos provenientes de atividades ilícitas.
Correições em delegacias
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é o responsável pela coordenação das operações, contando com o suporte logístico da Polícia Federal para a execução dos mandados judiciais. Os detidos serão levados à sede da PF para os trâmites legais.
Em paralelo à operação principal, inspeções extraordinárias estão sendo conduzidas nas delegacias mencionadas na investigação. A finalidade é apurar a possível ocorrência de outros delitos cometidos por servidores públicos.
O que diz a Secretaria de Segurança
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) comunicou, por meio de nota, que a Polícia Civil não tolera desvios de conduta de seus membros e que aplicará todas as sanções legais e disciplinares cabíveis se as irregularidades forem comprovadas.
O órgão também reiterou que a Corregedoria da corporação está envolvida nas investigações e conduzirá correições adicionais nas delegacias implicadas, visando aprofundar as apurações e descobrir eventuais outros atos ilícitos.
De acordo com o governo do estado, a operação integra um esforço mais amplo de diligências focado na apuração de possíveis irregularidades envolvendo funcionários públicos.
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