Em uma recente reflexão, o padre Fábio de Melo declarou que a Igreja Católica abriga "pessoas diabólicas". No vídeo divulgado em suas plataformas digitais, o clérigo enfatizou que é essencial unir o bem-estar cotidiano à vida religiosa, defendendo que a fé não deve atuar como um pretexto para ignorar desequilíbrios emocionais ou atitudes nocivas.
O sacerdote alertou que os rituais de fé correm o risco de se tornarem um disfarce para conflitos psicológicos não tratados, o que resultaria em prejuízos para o próprio fiel e para o seu convívio social. "É necessário que eu busque a cura para o meu ser; precisamos integrar os ensinamentos cristãos ao processo terapêutico", afirmou.
"Existem muitos indivíduos desequilibrados segurando rosários e pessoas neuróticas causando sofrimento ao próximo enquanto rezam de joelhos. Há, inclusive, figuras diabólicas utilizando trajes religiosos. Esta batina que visto não pode ser um disfarce para as minhas próprias neuroses. Pelo contrário, devo ter a liberdade de expor minhas fragilidades", declarou o padre.
O posicionamento do religioso está alinhado com suas declarações anteriores sobre a relevância do suporte psicológico. Fábio de Melo já relatou publicamente sua batalha contra a depressão e pensamentos autodestrutivos. Em 2022, ele revelou ter sido diagnosticado com síndrome do pânico, condição que atribuiu a um período de negligência com o próprio autoconhecimento e uma rotina desgastante.