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Quarta-feira, 01 de Abril 2026

Política

Lula afirma que governo federal fará o possível para controlar preço do diesel

Presidente associou a alta dos combustíveis aos conflitos no Irã e criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Lula afirma que governo federal fará o possível para controlar preço do diesel
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou novamente sua preocupação, nesta terça-feira (31), em relação aos conflitos no Irã e seus reflexos no mercado internacional de petróleo. A instabilidade tem provocado o encarecimento dos combustíveis no Brasil, atingindo especialmente o óleo diesel, produto do qual o mercado brasileiro depende de cerca de 30% de importação para suprir sua demanda interna.

De acordo com Lula, a gestão federal está empenhada em adotar todas as estratégias viáveis para impedir que o valor do diesel continue subindo, visto que o insumo possui um impacto direto nos índices de inflação do país.

"Estamos mobilizando todos os recursos possíveis para evitar o reajuste do diesel. No entanto, enfrentamos o obstáculo da venda da antiga distribuidora [BR Distribuidora] ocorrida no governo anterior. Isso faz com que, mesmo quando a Petrobras reduz seus valores, a queda não seja percebida pelo consumidor final, pois os atravessadores impedem esse repasse", declarou o mandatário durante uma cerimônia em São Paulo que celebrou as trajetórias do Prouni e da Lei de Cotas.

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O presidente ressaltou ainda que o governo federal conta com o apoio de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público para realizar a fiscalização necessária no setor.

"Só teremos tranquilidade quando o preço do diesel parar de subir. Essa guerra é do Trump, não é uma questão do povo brasileiro, e não podemos ser penalizados por esse conflito", reforçou Lula.

Diante de uma audiência composta por centenas de universitários, o presidente analisou o cenário geopolítico atual e cobrou responsabilidade das nações que compõem o Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia.

"Estamos acompanhando os bloqueios contra Cuba, Venezuela e agora a situação no Irã. Esse cenário faz o preço do combustível disparar, o que acaba encarecendo desde a alface até o arroz e o feijão. É fundamental que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU tenham lucidez. O planeta clama por paz, não por mais guerras", alertou o presidente.

Lula enfatizou que a ONU foi estabelecida em 1945 com o propósito de assegurar a harmonia global, mas criticou o fato de que os próprios países responsáveis por essa manutenção estão envolvidos em confrontos militares.

Redução no preço do diesel

Há uma expectativa de que o governo publique, nos próximos dias, uma medida provisória (MP) visando instituir um subsídio para o diesel importado, com um abatimento de R$ 1,20 por litro. A medida foi mencionada pelo ministro Dario Durigan, que indicou que a gestão busca a concordância de todos os estados antes de oficializar a norma.

A estrutura da proposta sugere um aporte total de R$ 3 bilhões ao longo de 60 dias, montante que seria repartido entre a União e os governos estaduais, com cada esfera arcando com R$ 0,60 do subsídio por litro.

O objetivo central da ação é mitigar a volatilidade dos preços e afastar o risco de desabastecimento, corrigindo a diferença entre os valores praticados internamente e os preços do mercado global.

Sessenta dias de hostilidades

Com as operações militares conjuntas de Estados Unidos e Israel em solo iraniano iniciadas no fim de fevereiro, o conflito atingiu a marca de dois meses nesta semana, ainda sem sinais de uma resolução diplomática iminente.

Desde o começo das hostilidades, a cotação do barril de petróleo já acumulou uma alta de quase 50%. Relatórios técnicos também começam a apontar graves riscos climáticos e ambientais decorrentes dos combates no Oriente Médio, região estratégica que abriga grandes produtores mundiais, incluindo o Irã, que permanece sob ameaça de incursões terrestres norte-americanas.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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