Em meio a trocas de acusações sobre agressões nos bastidores da Neo Química Arena após o clássico de domingo (12/04), o Palmeiras emitiu um novo comunicado. Desta vez, o clube alviverde denunciou um alegado ato de racismo contra seu goleiro, Carlos Miguel. Em nota oficial, a equipe manifestou apoio ao atleta e solicitou que os órgãos competentes apurem o ocorrido.
Em um pronunciamento, o clube declarou: "Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site “Nosso Palestra”, de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo (12), na Neo Química Arena. Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo!".
Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais capta um grito de "macaco" que teria sido proferido de um setor da Neo Química Arena no momento em que o goleiro realizou uma defesa em chute de Yuri Alberto.
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O Palmeiras e o Corinthians também trocaram acusações sobre agressões que teriam ocorrido nos acessos aos vestiários do estádio logo após o término da partida. O clube alviverde alega que funcionários da Neo Química Arena agrediram o atacante Luighi quando ele se dirigia para o exame antidoping.
Por outro lado, o Corinthians alega que seguranças do Palmeiras agrediram os jogadores Breno Bidon e Gabriel Paulista durante a confusão.
Ambos os clubes informaram que registraram boletins de ocorrência no Juizado Especial Criminal (JECRIM) da Neo Química Arena. Em campo, o clássico terminou sem gols, com duas expulsões para o lado do Corinthians: André e Matheuzinho.