A cultura gaúcha e a música regional brasileira amanheceram de luto nesta sexta-feira (29/5) com a notícia do falecimento de Pedro Ortaça. O renomado cantor e compositor, considerado o último dos "Troncos Missioneiros", faleceu aos 83 anos em Ijuí, Rio Grande do Sul, após sofrer paradas cardiorrespiratórias. Sua partida deixa um vasto legado na música gaúcha e na propagação da rica identidade das Missões.
Natural da cidade de São Luiz Gonzaga, o artista enfrentava sérios problemas de saúde e estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí, localizado na região Noroeste do estado. De acordo com informações divulgadas pela família, Ortaça havia sido submetido a um procedimento cirúrgico na última quinta-feira (28/5) e, em seguida, encaminhado à UTI.
Na madrugada desta sexta-feira, o estado de saúde do cantor se agravou. Ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias e, infelizmente, não resistiu. Em um momento de profunda tristeza, Marianita Ortaça, filha do artista, utilizou as redes sociais para expressar sua homenagem: "Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão, meu pai", declarou.
O Legado dos Troncos Missioneiros
A cerimônia de despedida de Pedro Ortaça será realizada em Ijuí, contudo, os detalhes sobre horário e local ainda estão sendo definidos pela família. O cantor completava o lendário quarteto dos "Troncos Missioneiros", ao lado de gigantes como Jayme Caetano Braun (1924-1999), Noel Guarany (1941-1998) e Cenair Maicá (1947-1989).
Esses notáveis artistas foram os grandes responsáveis por moldar uma nova vertente da música regional gaúcha. Seu trabalho se destacou por uma estética singular, letras com fortes críticas sociais e a constante exaltação do passado e da cultura do Rio Grande do Sul.