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Sexta-feira, 29 de Maio 2026
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Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Investigação baseada em dados do Coaf revela movimentação de R$ 435 milhões pela facção criminosa.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
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Nesta sexta-feira (29), a Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma nova fase da Operação Contenção, focada em desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho. A ação visa combater um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 435 milhões nos últimos quatro anos.

Agentes cumpriram 21 mandados de prisão em uma ofensiva interestadual que abrangeu o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) lidera o inquérito.

O monitoramento foi possível graças a relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e à quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos. O cruzamento de dados patrimoniais revelou a complexidade da rede criminosa.

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Liderança e capturas

O principal alvo da ofensiva é Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, apontado como uma das lideranças mais influentes da facção e chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Embora o traficante não tenha sido localizado pelas forças de segurança, sua esposa, Raquel Nunes dos Santos Mendonça, foi detida durante a operação e encaminhada ao sistema prisional fluminense.

A denúncia que fundamentou a ação foi apresentada pelo Gaeco, do Ministério Público estadual. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado.

Esquema com empresas de fachada

As investigações interceptaram diálogos entre Rabicó e um operador financeiro responsável por gerenciar os lucros ilícitos. O grupo utilizava empresas de fachada, como ferros-velhos e depósitos de reciclagem, para ocultar a origem do capital.

O esquema envolvia depósitos em espécie, emissão de notas fiscais fraudulentas e transferências bancárias para contas controladas pelo operador. Empresas de sucatas eram peças centrais na circulação dos valores da facção.

Além disso, a DRE localizou áreas destinadas à queima de cabos de cobre furtados de concessionárias de serviços públicos. Esses locais eram vinculados ao operador financeiro e serviam para alimentar o caixa da organização.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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