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Sexta-feira, 03 de Julho 2026
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Educação

Polícia Federal deflagra nova fase contra desvio de recursos na Universidade Federal Fluminense

A ação da Polícia Federal, parte da Operação Quadro Negro, resultou na apreensão de documentos e um disco rígido, enquanto o prejuízo estimado ultrapassa os R$ 9 milhões.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Polícia Federal deflagra nova fase contra desvio de recursos na Universidade Federal Fluminense
© Polícia Federal / Operação Espelho Branco 2
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na última quinta-feira (2) a segunda fase da Operação Quadro Negro, cumprindo mandados de busca e apreensão com o objetivo de identificar a empresa responsável pelo desvio de recursos públicos destinados à Universidade Federal Fluminense (UFF). A investigação aponta para um prejuízo que já ultrapassa os R$ 9 milhões aos cofres públicos.

Durante a operação, agentes da Delegacia de Polícia Federal em Niterói realizaram a apreensão de importantes documentos e de um disco rígido (HD), materiais considerados cruciais para o avanço das apurações. O mandado que autorizou a ação foi expedido pela 2ª Vara Federal de Niterói.

Mecanismo de corrupção e desvio

A investigação em curso se aprofunda em um complexo esquema de corrupção, desvio de verbas públicas federais, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa, todos em detrimento da UFF. As apurações indicam que servidores da universidade, em conluio com sócios e dirigentes de empresas contratadas, orquestravam autorizações para pagamentos com valores superfaturados.

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Esses pagamentos indevidos, por sua vez, eram a via para o recebimento de propina, que era dissimulada por meio de pessoas jurídicas. Este modus operandi resultou em um prejuízo específico de R$ 9,6 milhões aos cofres públicos, conforme detalhado pelas autoridades.

Nesta etapa da investigação, a Polícia Federal conseguiu identificar a nova empresa que assumiu o papel de intermediária no esquema criminoso. Essa companhia teria dado continuidade às operações ilícitas do grupo até o ano de 2018, sucedendo a pessoa jurídica anteriormente identificada no fluxo dos repasses ilegais.

A Agência Brasil informou que contatou a Universidade Federal Fluminense (UFF) para obter um posicionamento sobre o caso e aguarda um retorno oficial da instituição.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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