A Polícia Militar do Estado de São Paulo efetuou a prisão de oito indivíduos com mandados de prisão em aberto durante as operações de policiamento no Carnaval. As detenções aconteceram em diversas localidades, tanto na capital quanto no interior, com o auxílio crucial do sistema Muralha Paulista, que emprega reconhecimento facial e análise de dados para localizar foragidos.
Logo na noite inaugural do Carnaval, na quinta-feira (13), um homem que possuía um mandado de prisão ativo foi interceptado ao tentar entrar no Sambódromo do Anhembi, na capital paulista. A equipe de policiamento foi mobilizada após um alerta gerado pelo sistema. O indivíduo foi abordado e levado à unidade avançada da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), estabelecida no próprio local do evento.
No sábado (14), durante o patrulhamento de um bloco na Praça da República, centro da cidade, policiais militares da Força Tática do 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano foram informados pelo Muralha Paulista sobre a localização de um foragido. O homem, que estava com a justiça em débito desde maio do ano anterior, foi encaminhado ao 2º Distrito Policial para o devido registro da ocorrência.
Ainda no mesmo sábado (14), outra equipe da Polícia Militar efetuou a prisão de um homem de 60 anos na zona oeste da capital. A ação foi desencadeada após a sala de monitoramento identificar o suspeito por meio do sistema. Ele foi então conduzido ao 14º Distrito Policial.
No decorrer do mesmo dia, três outros indivíduos procurados pela justiça foram detidos em cidades do interior. Em São José do Rio Preto, um homem de 24 anos foi localizado enquanto participava da montagem de uma estrutura para o carnaval. Após verificação, confirmou-se a existência de um mandado de prisão em aberto relacionado ao crime de tráfico de drogas.
Em Campinas, um foragido foi interceptado durante uma operação de blitz. Por sua vez, em Igaratá, a prisão aconteceu durante um evento na praça principal, e o detido foi levado à Delegacia Seccional de Jacareí.
O domingo (15) marcou mais duas prisões na área central da capital. No Largo do Arouche, um homem foi abordado após tentar desviar o caminho ao perceber a presença de uma viatura. A consulta aos sistemas revelou que ele era procurado pelo delito de roubo.
Na Rua Rego Freitas, agentes do 3º Batalhão de Choque da Polícia Militar interceptaram outro indivíduo com pendências no sistema prisional. O suspeito também foi encaminhado ao 2º Distrito Policial.
Muralha Paulista
O programa Muralha Paulista funciona por meio de uma vasta rede de aproximadamente 100 mil câmeras conectadas por todo o estado, abrangendo leitores de placas, sistemas de reconhecimento facial e aparatos de monitoramento em tempo real. Essa tecnologia unifica informações de entidades públicas e privadas, otimizando a capacidade de análise e a agilidade na resposta das forças de segurança.
O sistema realiza o cruzamento de dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, possibilitando a identificação automática de indivíduos procurados. Adicionalmente, ele desempenha um papel importante no acompanhamento do fluxo de trânsito, na localização de pessoas desaparecidas e na recuperação de veículos que foram furtados ou roubados.
A aplicação dessa tecnologia fortalece as estratégias de policiamento preventivo, dificulta as rotas de fuga e eleva a eficácia das operações policiais, contribuindo para uma maior sensação de segurança da população, especialmente em eventos de grande porte.