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Sábado, 02 de Maio 2026
Economia

Poupança registra R$ 11,1 bilhões em saques líquidos em março

No primeiro trimestre do ano, a caderneta já soma R$ 41,2 bilhões em retiradas. A alta da taxa Selic, que incentiva investimentos mais rentáveis, é um dos fatores para essa tendência.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Poupança registra R$ 11,1 bilhões em saques líquidos em março
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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O saldo da caderneta de poupança apresentou uma redução em março deste ano, com um volume maior de retiradas do que depósitos. As saídas líquidas totalizaram R$ 11,1 bilhões, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central (BC).

Durante o mês de março, os depósitos alcançaram R$ 369,6 bilhões, enquanto os saques chegaram a R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo total da poupança próximo de R$ 1 trilhão.

Nos últimos anos, a tendência de saques superar os depósitos na caderneta tem se mantido. Em 2023, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões, e no ano passado, o saldo negativo atingiu R$ 85,6 bilhões.

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No primeiro trimestre de 2024, a caderneta já acumula um déficit de R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Um dos principais motivos para essa movimentação é a persistência da taxa Selic – a taxa básica de juros – em patamares elevados, o que torna outras aplicações financeiras mais atrativas.

Na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou um ciclo de corte na Selic, com redução de 0,25 ponto percentual. Contudo, diante das incertezas geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio, a possibilidade de interrupção ou revisão desse ciclo não está descartada.

A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo Banco Central para assegurar o cumprimento da meta de inflação de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quando a taxa básica de juros é elevada, o objetivo é frear a demanda e, consequentemente, os preços, pois o crédito se torna mais caro e o investimento em poupança mais vantajoso.

Em fevereiro, a inflação oficial do mês foi de 0,7%, influenciada pelo aumento nos custos de transportes e educação, o que representou uma aceleração em relação aos 0,33% de janeiro. Apesar disso, o IPCA acumulado em 12 meses apresentou uma queda, atingindo 3,81%, a primeira vez abaixo dos 4% desde maio de 2024.

Os dados referentes à inflação de março, que podem refletir os impactos da guerra no Oriente Médio, serão divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
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