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Sábado, 02 de Maio 2026
Economia

Projeção de inflação para 2026 é revisada para baixo, atingindo 3,97%

As expectativas para 2027 permanecem em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, o Boletim Focus aponta 3,5% para ambos os períodos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Projeção de inflação para 2026 é revisada para baixo, atingindo 3,97%
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A estimativa do setor financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação brasileira, foi ajustada de 3,99% para 3,97% para o ano de 2026.

Essa projeção consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC) em Brasília. O relatório semanal compila as expectativas de diversas instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Em relação a 2027, a previsão inflacionária permaneceu estável em 3,8%. Já para os anos de 2028 e 2029, as projeções indicam uma taxa de 3,5% para cada período.

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Esta é a quinta semana consecutiva em que a estimativa para a inflação de 2026 é revisada para baixo, situando-se dentro da margem da meta de preços estabelecida para a atuação do BC. O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta em 3%, permitindo uma variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que significa um piso de 1,5% e um teto de 4,5%.

A primeira divulgação referente ao IPCA de 2026, com os dados de janeiro, será apresentada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês de dezembro, o aumento nos custos de transportes por aplicativo e passagens aéreas impulsionou a inflação para 0,33%, superando o índice de 0,18% observado em novembro. Esse cenário levou o IPCA a fechar o ano de 2025 com uma alta acumulada de 4,26%.

Taxa Selic

O Banco Central emprega a taxa básica de juros, conhecida como Taxa Selic, como ferramenta primordial para atingir suas metas inflacionárias. Atualmente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a mantém em 15% ao ano. Mesmo com a desaceleração da inflação e a valorização do real frente ao dólar, o colegiado optou por não alterar os juros pela quinta reunião consecutiva.

Este patamar da taxa representa o mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25% anuais. Em nota oficial, o Copom reiterou a intenção de iniciar um ciclo de cortes de juros na reunião de março se a inflação permanecer controlada e o panorama econômico não apresentar imprevistos.

Os analistas de mercado preveem que a Taxa Selic será reduzida para 12,25% ao ano até o final de 2026, mantendo a projeção do Boletim Focus anterior. Para os anos de 2027 e 2028, a expectativa é de novas quedas, alcançando 10,5% e 10% anuais, respectivamente. Em 2029, a taxa deverá se estabilizar em 9,5% ao ano.

Juros

Ao elevar a Selic, o Copom visa frear uma demanda excessiva, o que impacta os preços, pois juros mais elevados encarecem o acesso ao crédito e incentivam a poupança. Consequentemente, taxas mais altas podem também dificultar o crescimento econômico.

Na definição dos juros aplicados aos consumidores, as instituições bancárias levam em conta outros elementos, como o risco de calote, a margem de lucro desejada e os custos administrativos.

A diminuição da Taxa Selic, por sua vez, tende a baratear o crédito, fomentando a produção e o consumo. Esse movimento, embora possa afrouxar o controle inflacionário, impulsiona a atividade econômica.

PIB e câmbio

Na atual edição do Boletim Focus, a previsão das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira em 2026 mantém-se em 1,8%. Para 2027, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a totalidade dos bens e serviços produzidos no país, também se manteve em 1,8%. Já para 2028 e 2029, o setor financeiro estima uma expansão do PIB de 2% para ambos os anos.

Impulsionada pelo desempenho da indústria e da agropecuária, a economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, interpretado pelo IBGE como um cenário de estabilidade. O anúncio do PIB consolidado de 2025 está previsto para 3 de março, conforme agenda do IBGE.

No ano de 2024, o PIB encerrou com uma elevação de 3,4%. Este resultado marca o quarto ano consecutivo de crescimento, configurando a maior expansão desde 2021, quando o índice atingiu 4,8%.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,50. Para o encerramento de 2027, a projeção é que a moeda norte-americana mantenha-se nesse mesmo nível.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
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