Uma convocação do Ancelotti de última hora para a Copa do Mundo colocou um nome pouco familiar para parte do público brasileiro no centro das atenções. Enquanto estrelas como Neymar, Vinícius Júnior e Alisson Becker já fazem parte do imaginário dos torcedores há tempo, o volante de 26 anos chega ao Mundial cercado por uma questão para o público de massa: afinal, quem é Éderson?
O meio-campista foi chamado por Carlo Ancelotti para ocupar a vaga deixada por Wesley, cortado da Seleção Brasileira após sofrer uma lesão muscular durante o amistoso contra o Egito. Com a baixa confirmada pela comissão médica, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou o volante da Atalanta como substituto para a disputa da competição.
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Apesar de ainda não ser uma figura popular para muitos torcedores, Éderson construiu uma trajetória sólida até alcançar a principal competição do futebol mundial.
Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ele iniciou a carreira nas categorias de base do Desportivo Brasil e percorreu um caminho longe dos holofotes antes de chegar à elite europeia. O volante passou por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza, clube onde ganhou maior projeção nacional graças às boas atuações e ao crescimento constante dentro de campo.
Foi no futebol cearense que chamou a atenção de observadores internacionais. Em 2022, transferiu-se para a Salernitana, da Itália. A adaptação rápida ao futebol europeu abriu novas portas e, poucos meses depois, a Atalanta acertou sua contratação.
Desde então, o brasileiro se transformou em uma das peças mais importantes do meio-campo da equipe italiana. Com forte presença física, intensidade na marcação, capacidade de recuperação de bola e participação ofensiva, passou a ser apontado como um dos volantes mais completos em atividade na Serie A.
O desempenho consistente também o colocou no radar do mercado europeu. Nas últimas semanas, veículos internacionais noticiaram o interesse do Manchester United no jogador. Segundo a imprensa europeia, o brasileiro é visto como um dos nomes para reforçar o setor de meio-campo do clube inglês em um processo de renovação que inclui a sucessão de Casemiro.
Na Seleção Brasileira principal, Éderson ainda busca construir uma trajetória mais longa. Convocado pela primeira vez em 2024, soma três partidas com a camisa amarela e pouco mais de 100 minutos em campo.
Agora, porém, o cenário é diferente. A convocação para a Copa do Mundo representa o maior passo de sua carreira e o coloca em um ambiente reservado a poucos jogadores brasileiros.
Enquanto muitos torcedores procuram entender quem é o atleta chamado às pressas para integrar o grupo de Ancelotti, o volante desembarca nos Estados Unidos carregando credenciais que vão além do fator surpresa. Titular em uma das equipes mais competitivas da Itália e valorizado no mercado europeu, Éderson chega ao Mundial disposto a transformar uma convocação emergencial em uma oportunidade de consolidação definitiva na Seleção Brasileira.


