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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
Economia

Recursos de clientes do conglomerado Master migraram para grandes bancos, aponta Banco Central

Segundo o BC, o sistema financeiro nacional manteve solidez após a liquidação das instituições.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Recursos de clientes do conglomerado Master migraram para grandes bancos, aponta Banco Central
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Os fundos ressarcidos a clientes do conglomerado Master foram predominantemente direcionados a bancos de maior porte após a liquidação extrajudicial das entidades do grupo, conforme informado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). A análise, parte do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, indica que o episódio não gerou impactos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Conforme detalhado no documento, a liquidação das instituições do conglomerado Master não provocou efeitos de contágio no sistema financeiro brasileiro.

Migração de recursos para grandes instituições

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) efetuou o pagamento de R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano. Deste montante, R$ 20,77 bilhões, o equivalente a 55,1%, foram investidos em títulos emitidos por instituições financeiras de grande porte.

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Adicionalmente, R$ 1,47 bilhão foi aplicado em títulos privados, enquanto os R$ 15,46 bilhões restantes tiveram outras destinações. O Banco Central observou que os maiores bancos do sistema absorveram a maior parcela dos recursos devolvidos pelo FGC.

Instituições classificadas como S1, que compreendem bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou com significativa atuação internacional, captaram 40,9% dos valores. Já os bancos S2, também de grande porte e com relevância sistêmica, receberam 24,2% dos fundos.

Ausência de risco sistêmico

Durante a apresentação do relatório, Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, assegurou que a migração desses recursos foi acompanhada de perto pela autoridade monetária. "Os recursos foram direcionados principalmente para instituições classificadas como S1 e S2", declarou Aquino, acrescentando que o BC monitorou a movimentação "CPF por CPF e CNPJ por CNPJ".

O diretor também enfatizou que a liquidação "não gerou efeito no sistema financeiro", ressaltando que o conglomerado Master representava aproximadamente 0,1% do total de ativos do sistema bancário nacional. Na semana anterior, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia minimizado o risco sistêmico associado ao caso, comparando a situação a um "banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, [que] não oferece risco sistêmico".

Sistema financeiro mantém solidez

O Banco Central reiterou em seu relatório que o sistema financeiro brasileiro permanece robusto, mesmo diante de um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência. "O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN permanece com capitalização e liquidez confortáveis", afirma o documento.

Os testes de estresse realizados, conforme o Relatório de Estabilidade Financeira, indicam que as instituições bancárias possuem capacidade de resiliência em cenários adversos. A rentabilidade do setor financeiro, segundo a autoridade monetária, manteve-se praticamente estável no segundo semestre de 2025, com o crescimento dos resultados operacionais compensando o aumento dos custos com provisões.

Desaceleração do crédito

O relatório também aponta para uma desaceleração no ritmo de concessão de crédito em 2025, tanto para famílias quanto para empresas. No segmento de pessoas físicas, o Banco Central identificou um aumento no comprometimento da renda e um avanço da inadimplência em diversas modalidades de crédito.

"A trajetória de alta da probabilidade de inadimplência deve continuar na maior parte das modalidades", alertou a autoridade monetária. Contudo, o BC confirmou que os bancos mantêm provisões adequadas para cobrir as perdas esperadas.

Crescimento do Pix

Por fim, o relatório destacou o contínuo crescimento do Pix no sistema de pagamentos brasileiro. No segundo semestre de 2025, a ferramenta de pagamento instantâneo representou 29% das transações no varejo, segundo dados do Banco Central.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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