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Segunda-feira, 22 de Junho 2026
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Economia

Redução de impostos e equilíbrio fiscal são as metas centrais da indústria, segundo a CNI

Levantamento realizado com mais de mil executivos do setor produtivo aponta os principais desafios econômicos e administrativos para o próximo ciclo de governo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Redução de impostos e equilíbrio fiscal são as metas centrais da indústria, segundo a CNI
© José Cruz/Agência Brasil
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta segunda-feira (22) uma pesquisa inédita que aponta a redução de impostos e o equilíbrio fiscal como as maiores urgências para o governo federal entre 2027 e 2030. O estudo, conduzido pela Nexus em todas as regiões do Brasil, ouviu 1.003 líderes empresariais para mapear as demandas essenciais ao crescimento econômico do país.

O levantamento destaca que o setor industrial prioriza temas de ordem macroeconômica e monetária em detrimento de políticas setoriais específicas. A coleta de dados ocorreu entre maio e junho deste ano, abrangendo companhias de diversos portes que buscam um ambiente de negócios mais previsível e competitivo.

Alinhamento entre políticas fiscal e monetária

Segundo Ricardo Alban, presidente da CNI, a eficácia do desenvolvimento produtivo depende diretamente da harmonia entre a gestão fiscal e a política monetária. Ele reforça que a indústria demanda um Estado capaz de planejar o progresso e incentivar investimentos de alto valor agregado e renda elevada.

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Os números revelam que 29% dos entrevistados defendem a consolidação da reforma tributária como pauta máxima. Outros 22% focam na eficiência da gestão pública, enquanto o incentivo direto à produção nacional foi citado por 21% dos executivos consultados como a pauta mais urgente.

Impactos do custo Brasil e investimentos

Ao analisar o chamado "custo Brasil", 45% dos gestores identificam a carga tributária excessiva como o principal entrave para suas empresas. Além disso, a oferta de crédito e a queda nos juros são vistas como fundamentais por 26%, evidenciando as barreiras financeiras que limitam o setor.

Sobre o futuro das operações, 41% das empresas pretendem manter o nível atual de aportes financeiros nos próximos quatro anos. Já 28% planejam ampliar seus investimentos, contrastando com uma parcela de 20% que não possui planos de expansão ou novos aportes no período mencionado.

O relatório foi entregue a lideranças políticas durante o encontro "A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis". No evento, a CNI também sugeriu debates sobre a revisão de benefícios sociais e gastos constitucionais obrigatórios, visando garantir maior flexibilidade orçamentária para o desenvolvimento nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil
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