O emblemático Relógio do Juízo Final, que quantifica a proximidade da civilização de um colapso total, teve seus ponteiros adiantados em três segundos, situando-se agora a apenas 85 segundos da meia-noite. Este é o patamar mais crítico desde que o monitoramento começou, segundo a análise anual do Boletim de Cientistas Atômicos sobre as ameaças à vida no planeta.
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De acordo com os pesquisadores, a mudança foi motivada pelas posturas hostis de nações como Rússia, Estados Unidos e China, além do enfraquecimento de tratados internacionais de desarmamento e os embates militares na Ucrânia e no Oriente Médio. A expansão da inteligência artificial e seus reflexos ecológicos também foram listados como agravantes.
Estabelecido em 1947 com uma margem de sete minutos, o cronômetro simbólico viu seus ponteiros chegarem aos 100 segundos em 2020. Após variações recentes, incluindo uma breve melhora em 2025, o relógio volta a demonstrar uma vulnerabilidade sem precedentes na história moderna.
O momento de maior otimismo ocorreu em 1991, com o término da Guerra Fria e a assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), que afastou o perigo para 17 minutos. Atualmente, o acordo que limita ogivas nucleares está prestes a vencer em 5 de fevereiro, e a falta de consenso entre Vladimir Putin e Donald Trump gera incertezas sobre a segurança mundial.
Alerta sobre emergência climática
O relatório enfatizou a negligência governamental em relação ao aquecimento global e alertou que o conflito em solo ucraniano carrega o risco de uma escalada nuclear acidental ou por falhas estratégicas de cálculo.
Concebido por integrantes do Projeto Manhattan preocupados com o potencial destrutivo do átomo, o relógio serve hoje como um termômetro da capacidade humana de gerir crises existenciais e responder a ameaças globais.
Os especialistas reforçam que o mecanismo não é uma profecia do fim, mas um chamado urgente por cooperação internacional, regulação de armamentos e ações ambientais severas para evitar o pior cenário.
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