A 27ª Parada LGBT+ de Brasília reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios neste domingo (26) para celebrar a diversidade e defender a conscientização política contra o preconceito. Sob o sol característico do clima seco da capital, o evento aliou festividade, prestação de serviços públicos essenciais e mobilização pelo direito ao voto.
Com bandeiras coloridas, maquiagens elaboradas e adereços marcantes, os participantes transformaram o centro da capital federal em um palco de resistência e orgulho. Há 16 anos presente na manifestação, a estilista Havenna Wandelookx reforçou que o festival vai além da diversão, exigindo consciência sobre a luta diária da comunidade.
O organizador da Parada Brasília Orgulho, Richard Alexandre, ressaltou a relevância política do movimento. Segundo ele, o uso das cores e da música ocupa o espaço público para exigir respeito, dignidade e direitos fundamentais para toda a população.
A estrutura do evento incluiu tendas de atendimento à população. O público teve acesso a cuidados de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias de discriminação e orientações da Defensoria Pública relativas à inclusão do nome social em documentos oficiais.
Conscientização política nas urnas
Nesta edição, a manifestação adotou a campanha 'LGBT, levante e vote'. O objetivo central foi incentivar a participação nas urnas e a escolha de candidatos alinhados às pautas de proteção e igualdade. Richard Alexandre ponderou que a presença de parlamentares compromissados é indispensável para criar legislações protetivas.
O coordenador do evento, Welton Trindade, destacou o avanço do movimento desde o seu início, em 1998, quando não havia representantes no poder público. Ele pontuou que o crescimento na eleição de pessoas declaradamente LGBT+ reflete uma importante conquista histórica do movimento.
Representatividade e presença marcante
Militante veterana e lésbica, Sueli Oliveira, de 67 anos, acompanhou a celebração envolta em uma bandeira estilizada do Brasil. Frequentadora assídua de marchas na capital e em São Paulo, ela enfatizou que ocupar as ruas e votar são ações cruciais contra o ódio e a LGBTfobia.
Sueli reafirmou que a manifestação é a oportunidade ideal para alertar a sociedade sobre a garantia de direitos. Para a ativista, o movimento assegura a cidadania plena, o direito de ocupar os espaços, exercer o voto e amar com liberdade.