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Justiça

TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões de ex-dirigentes do BRB no caso Banco Master

Decisão unânime ocorre após crise gerada por transações com a instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões de ex-dirigentes do BRB no caso Banco Master
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O Banco Master é o pivô da decisão unânime do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), tomada em sessão fechada nesta quarta-feira (23), que determinou o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens e contas de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB).

A determinação do TCDF busca conter os impactos da crise financeira gerada por operações entre o BRB, que é controlado pelo governo do Distrito Federal, e o Banco Master.

Cabe destacar que a instituição financeira parceira foi liquidada em novembro do ano passado pelo Banco Central devido a fortes indícios de gestão fraudulenta.

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Os ex-gestores do BRB agora dispõem do prazo de 30 dias para apresentar suas defesas. O montante exato congelado pela corte atinge a cifra de R$ 2.761.749.206,55.

Conforme o órgão de controle, a medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de irregularidades detectadas em transações conduzidas pela instituição.

O tribunal determinou ainda prioridade na análise para verificar se o bloqueio patrimonial deve ser estendido a outros eventuais envolvidos nas negociações sob escrutínio.

Outra determinação da corte foi o envio, no prazo de até 24 horas, dos dados obtidos por auditoria independente contratada pelo próprio BRB para mensurar as perdas.

Atualmente, o banco público opera em situação de desconformidade regulatória, pois não cumpriu os prazos legais para divulgar seus balanços patrimonial e operacional, ausentes desde o ano passado.

O caso está sob investigação da Polícia Federal através da Operação Compliance Zero, com supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

As autoridades apuram a suspeita de que antigos diretores do banco distrital aceitaram vantagens indevidas para viabilizar a aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Master, montante que pode superar R$ 12 bilhões, embora o tamanho exato do rombo siga indeterminado.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil 
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