A morte do zagueiro Juan Izquierdo, do Nacional-URU, na terça-feira (27), traz à tona uma triste coincidência com o falecimento de Serginho, do São Caetano, ocorrido há 20 anos. Izquierdo, de 27 anos, faleceu após sofrer uma arritmia cardíaca e uma parada cardiorrespiratória durante um jogo da Copa Libertadores no Morumbi, agora chamado MorumBIS. Ele foi atendido no campo, mas, após ser levado ao Hospital Albert Einstein, faleceu cinco dias depois, em 27 de agosto de 2024.
A tragédia revive o luto causado pela morte de Serginho em 27 de outubro de 2004, também no Morumbi, durante uma partida contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Serginho, então com 30 anos, desmaiou em campo e faleceu minutos depois no Hospital São Luiz. Na sequência, o futebol brasileiro implementou protocolos de segurança, incluindo desfibriladores e ambulâncias nos estádios. Apesar de uma arritmia cardíaca ter sido detectada meses antes da morte de Serginho, a avaliação médica na época não indicava risco imediato. Posteriormente, o caso gerou processos e investigações, resultando no arquivamento de acusações de homicídio culposo contra o presidente e o médico do São Caetano.
A coincidência de datas e circunstâncias entre as mortes de Serginho e Izquierdo reitera a importância das medidas de segurança e acompanhamento médico rigoroso para prevenir eventos fatais em campo. A perda de Izquierdo, assim como a de Serginho, destaca a fragilidade dos atletas frente a condições cardíacas inesperadas e a necessidade de contínua vigilância e melhorias na segurança dos jogos.