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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
Política

Alckmin defende investigação aprofundada no caso Banco Master

O vice-presidente concedeu entrevista no lançamento do programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Alckmin defende investigação aprofundada no caso Banco Master
© Bruno Peres/Agência Brasil
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Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, enfatizou a necessidade de uma investigação minuciosa e a aplicação de sanções a todos os implicados no escândalo do Banco Master. Conforme o Banco Central (BC), o caso resultou em perdas bilionárias para investidores e diversas instituições, tanto públicas quanto privadas.

Essa manifestação ocorreu durante a entrevista concedida ao jornalista José Luiz Datena, marcando a estreia do programa Na Mesa com Datena, transmitido na noite de terça-feira (10) pela TV Brasil.

Alckmin afirmou: "Não estamos diante de um desfalque ou uma fraude bancária que teve início recente. Essa situação se arrasta há algum tempo. Atualmente, está evidente a participação de indivíduos ligados ao Banco Central, a instituição encarregada da fiscalização e monitoramento do sistema financeiro. Isso já se tornou cristalino. É imperativa uma apuração e uma punição rigorosas."

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O vice-presidente também abordou a postura do governo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao ocorrido, garantindo plena autonomia investigativa à Polícia Federal.

"O presidente Lula tem sido explícito. Nenhuma investigação é cerceada pelo governo. A Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário possuem total liberdade para investigar com rigor e promover a justiça, que é o nosso desejo. Além disso, é fundamental responsabilizar os culpados e aprimorar os mecanismos de controle. Esse problema poderia ter sido identificado muito antes", pontuou Alckmin.

Adicionalmente à investigação e punição dos envolvidos, Alckmin defendeu o fortalecimento institucional, abrangendo o Banco Central e outros organismos de fiscalização. "Este é um processo contínuo de aprimoramento das instituições. Em uma democracia, a transparência e a clareza são essenciais", ressaltou.

Na semana anterior, o financista Daniel Vorcaro foi detido novamente pela Polícia Federal, no âmbito da terceira etapa da Operação Compliance Zero. Em 2023, o empresário já havia sido alvo de um mandado de prisão na mesma operação, mas obteve liberdade provisória com o uso de tornozeleira eletrônica.

A recente detenção teve como base mensagens descobertas no aparelho celular do banqueiro, que havia sido apreendido na fase inicial da operação. Nessas comunicações, Vorcaro profere ameaças a jornalistas e a indivíduos que teriam se oposto aos seus interesses.

A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master, as quais geraram um prejuízo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, destinado ao ressarcimento de investidores.

Desligamento do MDIC

Durante a conversa com Datena, Alckmin confirmou sua saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio em 2 de abril. Tal medida é uma imposição da legislação eleitoral, visando habilitá-lo a concorrer a cargos públicos nas eleições de outubro.

A legislação determina que a desincompatibilização de funções executivas ocorra até seis meses antes do pleito, com prazo final em 4 de abril. O vice-presidente optou por não adiantar seus planos políticos, permanecendo no cargo de vice-presidente enquanto as articulações eleitorais são definidas.

"Datena, o vice-presidente não é obrigado a deixar a vice-presidência; ele permanece no cargo. Contudo, para disputar qualquer função, é necessário afastar-se do ministério. Assim, em 2 de abril, em estrito cumprimento da lei, faremos o desligamento", assegurou Alckmin.

Essa informação já havia sido divulgada a jornalistas na semana anterior, durante uma coletiva de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), na qual foram anunciados os resultados da balança comercial.

Impactos da guerra no Irã

Alckmin também abordou os reflexos econômicos do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ele previu que o Brasil não deverá ser severamente impactado, uma vez que sua dependência comercial é maior com a China, União Europeia, Argentina e os próprios EUA, regiões distantes do epicentro do confronto.

"Todos os países sofrem prejuízos, mas o Brasil será o menos afetado, pois nossos principais compradores e parceiros comerciais são a China, a União Europeia, a Argentina e os Estados Unidos. Contudo, o petróleo já teve seu preço elevado, o que naturalmente impacta a gasolina e o diesel", explicou.

Cenário eleitoral

A respeito das eleições, Alckmin destacou que o panorama eleitoral global é caracterizado pela polarização. Apesar disso, ele manifestou otimismo quanto à percepção da sociedade em relação ao momento econômico favorável do país.

"Em todo o mundo, as eleições são bastante polarizadas. Um pleito é um exercício de comparação. Nenhuma eleição é simples, mas creio que a situação tende a melhorar", declarou.

"O índice de desemprego atingiu o patamar mais baixo da série histórica, e a inflação está em 4,2%, também a menor. Isso se traduz em um aumento da renda da população, com o salário mínimo registrando ganho real. Vale ressaltar que 60% dos aposentados e pensionistas no Brasil dependem de um salário mínimo", complementou.

PEC da segurança pública

Questionado por Datena sobre os desafios no enfrentamento à criminalidade no Brasil, Alckmin salientou a recente aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública pela Câmara dos Deputados, que agora segue para análise no Senado.

A proposta original, de autoria do governo, visa instituir o Sistema Único de Segurança Pública, buscando aprimorar a integração entre as diversas forças de segurança em todo o território nacional.

Na visão do vice-presidente, um dos pontos cruciais da proposta é o reforço das polícias municipais.

"Esta PEC amplia o escopo para a atuação local. Não se trata de substituir as polícias existentes, mas sim de adicionar um novo componente. A alteração na PEC, que confere maior poder à polícia municipal, fará a diferença, pois ela está muito mais próxima da comunidade local", explicou.

O texto aprovado pelos deputados também confere explicitamente à Polícia Federal a responsabilidade de combater crimes perpetrados por organizações e milícias privadas que possuam alcance interestadual ou internacional.

A Polícia Rodoviária Federal conservará sua denominação, mas passará a atuar também na segurança das ferrovias e hidrovias federais.

Alckmin ainda advogou pelo endurecimento das penas aplicadas ao crime organizado e pela imprescindibilidade de prender os líderes dessas facções criminosas.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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